SANTA CATARINA

Caso Orelha: Agência de turismo rompe parceria com rede de hotéis

Empresa de São Caetano do Sul anunciou o fim dos negócios após repercussão de maus-tratos que resultaram na morte do cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis

Rede de Hotéis pertence à família de adolescentes investigados -  (crédito: Reprodução/Instagram)
Rede de Hotéis pertence à família de adolescentes investigados - (crédito: Reprodução/Instagram)

Uma agência de viagens de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, anunciou nesta quarta-feira (28/1) o rompimento da parceria comercial com a rede responsável pelo Majestic Palace Hotel Florianópolis, Rede Mar Canavieira e Al Mare Florianópolis. A decisão foi divulgada por meio de uma nota oficial publicada nas redes sociais da empresa.

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Segundo as informações divulgadas, a rede de hotéis pertence aos pais dos adolescentes investigados por envolvimento no caso de maus-tratos que resultou na morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Santa Catarina. Os mesmos adolescentes também são apontados como suspeitos de tentar afogar outro cachorro, o cão Caramelo, jogado ao mar, que sobreviveu.

Na nota, a agência afirmou que não compactua com atitudes que contrariem seus princípios e valores institucionais. “Somos uma empresa que preza pelo respeito, pela ética e pelo cuidado com todos — pessoas e animais. Não compactuamos com qualquer tipo de ação que vá contra nossos valores”, destacou o comunicado.

A empresa também reforçou que seguirá atenta à conduta de parceiros comerciais e manterá o compromisso de indicar apenas estabelecimentos alinhados aos princípios que defende.

Entenda

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte de Orelha, um cão comunitário de aproximadamente 10 anos, que era cuidado de forma espontânea por moradores da Praia Brava. O caso veio à tona no dia 16 de janeiro, quando a polícia foi informada do desaparecimento do animal. Dias depois, Orelha foi encontrado por um de seus cuidadores gravemente ferido e agonizando.

Devido à gravidade dos ferimentos, o cão não resistiu e precisou ser submetido à eutanásia. Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante a investigação.

Além disso, foi confirmado a investigação de dois casos distintos de maus-tratos. Um deles envolve o cão Orelha, que, segundo laudo pericial, foi agredido com um instrumento contundente. O outro é o caso de Caramelo, que teria sido jogado no mar pelo mesmo grupo de adolescentes.

 

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postado em 28/01/2026 16:18 / atualizado em 28/01/2026 18:09
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