SANTA CATARINA

SC: delegada detalha agressões contra cães Orelha e Caramelo

Além dos crimes de maus-tratos, Polícia Civil confirma outros atos infracionais cometidos pelos adolescentes, como depredação de patrimônio, agressões verbais contra funcionários locais, crimes contra a honra, furtos de bebida alcoólica e coação

Orelha não resistiu aos ferimentos e veio à óbito -  (crédito: Reprodução / Redes Sociais)
Orelha não resistiu aos ferimentos e veio à óbito - (crédito: Reprodução / Redes Sociais)

Um vídeo publicado, nesta terça-feira (27/1), nas redes sociais da influenciadora de causas animais Luísa Mell trouxe novos esclarecimentos sobre o caso de maus-tratos que resultou na morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Na publicação, a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal (DPA) de Santa Catarina, detalha a dinâmica das agressões e desmente informações falsas que circularam nas redes sociais.

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Segundo a delegada, o caso do cão Orelha está inserido em uma sequência de atos infracionais supostamente praticados pelos quatro adolescentes. As agressões ao animal teriam ocorrido na madrugada entre os dias 3 e 4 de janeiro deste ano. O cachorro chegou a ser socorrido e levado para atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 5. O boletim de ocorrência foi registrado formalmente em 6 de janeiro.

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A delegada destacou que não existe vídeo que registre o momento exato da agressão contra o cão Orelha, ao contrário do que foi amplamente divulgado nas redes sociais. A informação de que um porteiro teria filmado a agressão e apagado o vídeo por ameaças não foi confirmada. "O que existiu foi uma foto tirada pelo porteiro de dois adolescentes, usada para tentar identificá-los entre equipes de segurança da região. A imagem foi apagada após orientação, por envolver menores de idade", disse a delegada.

Apesar da ausência de vídeo da agressão direta ao Orelha, Mardjoli afirma que há outros elementos de prova, como imagens de câmeras de monitoramento e depoimentos de testemunhas. Dois adolescentes já prestaram depoimento à polícia.

 
 
 
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Um post compartilhado por Luisa Mell (@luisamell)

Na conversa com Luísa, a delegada também explicou o episódio envolvendo o cão Caramelo, que aconteceu dias depois, na madrugada do dia 6 de janeiro. De acordo com a investigação, há imagens de um adolescente segurando o animal no colo e o depoimento de uma testemunha que confirma que o cão foi arremessado ao mar, em uma tentativa de afogamento.

Além dos maus-tratos aos animais, a investigação apura uma série de outros atos infracionais e crimes cometidos na região, como depredação de patrimônio, agressões verbais contra funcionários locais, crimes contra a honra, furtos de bebida alcoólica e coação no curso do processo. Três adultos, familiares dos adolescentes, são investigados por supostamente ameaçarem uma testemunha.

Quebra de sigilo

A delegada também esclareceu dúvidas sobre a quebra de sigilo de celulares dos pais dos envolvidos, que foi negada por uma juíza da região. "O Ministério Público e o juízo da infância e juventude foram favoráveis às nossas representações. O problema que ocorreu foi em relação à investigação dos adultos (familiares dos adolescentes), investigados por coação, no juízo de garantias, porque houve uma magistrada que se declarou suspeita. Foi designada uma outra magistrada e aí que houve essa questão de não ter sido deferida a quebra de sigilo de aparelhos celulares (dos adultos) e apenas a busca da suposta arma de fogo que não foi encontrada", explicou.

 

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postado em 27/01/2026 20:07
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