Maranhão

Policiais, voluntários e Exército buscam por crianças desaparecidas em mata

Os irmãos Ágata Isabelle, 6 anos, Allan Michael, 4, saíram de casa junto ao primo Wanderson Kauã, 8, para brincar, no domingo (4/1), e não foram mais vistos

Mais de 300 profissionais da segurança pública do Maranhão trabalham quase 24 horas por dia nas buscas por duas crianças desaparecidas no povoado de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, a 250km de São Luís. Os irmãos Ágata Isabelle, 6 anos, Allan Michael, 4, saíram de casa com o primo Wanderson Kauã, 8, para brincar, no domingo (4/1), e não foram mais vistos. Wanderson foi encontrado com vida na tarde de quarta-feira (7/1), mas fraco, debilitado e abatido.

Bacabal é um município localizado no interior do Maranhão e aloca pouco mais de 107 mil habitantes. Em entrevista à TV local, o pai de Wanderson, José Wanderson Cardoso, contou que o filho conhecia bem a área e costumava brincar na região.

O Correio conversou com o prefeito do município, Roberto Costa (MDB), que detalhou a região onde as buscas são concentradas. A área é de mata extensa e fechada, com rio, lagos e cercada por fazendas. “São usados drones, helicópteros, cães farejadores. As buscas ocorrem de forma ininterrupta, quase que 24 horas por dia”, afirmou.

A equipe é formada por militares do Corpo de Bombeiros, batalhões da Polícia Militar e Polícia Civil. Nessa sexta-feira (9/1), as buscas ganharam o reforço de 24 homens dos Batalhões de Infantaria de Selva (BIS) do Exército. O reforço ocorreu após pedido feito pelo governo do Maranhão.

Além das forças de segurança, segundo o prefeito, mais de mil voluntários se deslocaram até o município para ajudar nas buscas. “Temos dado apoio logístico à operação, oferecendo cerca de 1.200 refeições diárias, entre café da manhã, almoço e jantar, para todos os envolvidos nos trabalhos”, disse ao Correio.

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Localização

Wanderson, primo dos irmãos, foi internado e passa por acompanhamento psicológico, informou o prefeito. Segundo as equipes, o menino consegue se comunicar melhor com a psicóloga responsável, que conduz um trabalho cuidadoso na tentativa de obter informações sobre o que aconteceu.

A Polícia Civil do município trabalha com várias linhas de investigação. Os detalhes, no entanto, não foram repassados.

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