RIO DE JANEIRO

"Havia muito sangue": mãe relata horror ao encontrar filha esfaqueada dentro de casa

Jovem de 20 anos foi esfaqueada 15 vezes após recusar pedido de relacionamento; suspeito foi preso e teve a prisão convertida em preventiva

Jovem de 20 anos foi esfaqueada 15 vezes após recusar pedido de relacionamento; suspeito foi preso e teve a prisão convertida em preventiva -  (crédito: Reproduçãp/Redes sociais)
Jovem de 20 anos foi esfaqueada 15 vezes após recusar pedido de relacionamento; suspeito foi preso e teve a prisão convertida em preventiva - (crédito: Reproduçãp/Redes sociais)

Uma jovem de 20 anos permanece em coma induzido após ser atacada dentro da própria casa, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O crime aconteceu na sexta-feira (6/2) e é investigado pela Polícia Civil como tentativa de feminicídio.

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A estudante Alana Anísio Rosa foi esfaqueada mais de 15 vezes e socorrida em estado grave. Ela foi levada para um hospital particular da região, onde passou por uma cirurgia de emergência que durou cerca de cinco horas. No domingo (8/2), chegou a apresentar sinais de melhora e foi retirada da ventilação mecânica, mas teve piora clínica horas depois, o que levou a equipe médica a optar pela indução ao coma (sedação contínua para proteger o cérebro).

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O suspeito é Luiz Felipe Sampaio, preso no domingo (8/2). A Justiça converteu a prisão temporária em preventiva, e ele segue detido enquanto o caso é apurado.

Segundo familiares, não havia relacionamento entre os dois. O contato se limitava a interações pelas redes sociais. O interesse teria começado após ele ver a jovem em uma academia. A partir disso, passou a enviar presentes para a casa da vítima, como flores e chocolates, inicialmente de forma anônima.

Depois de alguns envios, ele se identificou e encaminhou um pedido formal de namoro por meio de um bilhete. Alana recusou de forma educada, explicando que estava concentrada nos estudos e em projetos pessoais, com o objetivo de cursar medicina.

Na quinta-feira (5/2), inconformado com a recusa, o suspeito foi até a residência da jovem, mas foi impedido de se aproximar. No dia seguinte, ele retornou ao local e cometeu o ataque.

Equipes de emergência foram acionadas e prestaram os primeiros atendimentos ainda no local. A Polícia Civil investiga como o suspeito entrou no imóvel, a sequência dos fatos e possíveis indícios de premeditação.

A mãe da estudante, Jaderluce Anísio de Oliveira, encontrou a filha ferida, com cortes no rosto e em várias partes do corpo. Em relato nas redes sociais, afirmou que só conseguiu pensar na gravidade dos ferimentos após a internação. “Ela estava muito machucada. No dia, havia muito sangue, e não dava para ver todos os cortes”, disse.

Familiares e amigos acompanham o caso e pedem justiça. O episódio reforça o alerta sobre a violência contra mulheres associada à rejeição, perseguiçã e controle.

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postado em 10/02/2026 14:13 / atualizado em 10/02/2026 14:14
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