CARNAVAL

Bloco 'Então Brilha' faz campanha contra feminicídio em MG

No amanhecer deste sábado, bloco levou mensagens contra o machismo e o feminicídio às ruas da capital, distribuiu flores à bateria

O desfile do bloco Então, Brilha!, que abriu o Carnaval de Belo Horizonte (MG) na manhã deste sábado (14/02), foi marcado pela defesa do fim da violência contra as mulheres. Ao longo do percurso, na Avenida dos Andradas, a vocalista da banda, a cantora Michelle Andreazzi, e outros integrantes do bloco discursaram pregando o combate ao machismo e lembrando estatísticas e casos recentes de feminicídio em Minas Gerais e no Brasil.

 

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“A gente, mulher, não quer que vocês morram, a gente quer que vocês continuem vivos, só que a gente quer que vocês aprendam a ter civilidade e respeito. A gente não quer morrer esfaqueada porque não quis namorar com vocês. A gente não quer tomar 61 socos na cara porque vocês ficaram com ciúmes. Então, por favor, reflitam. Vamos aproveitar esse momento de alegria para contar uma nova história, por um mundo de brilho, amor e respeito”, afirmou a cantora. 

Durante o desfile, também foram distribuídas flores para a bateria, formada majoritariamente por mulheres. O Grupamento de Prevenção à Violência contra as Mulheres da Guarda Municipal da capital participou da ação e fez campanha contra a violência e o assédio durante a folia.

 

A sub inspetora Aline Oliveira dos Santos Silva, coordenadora do grupamento de proteção à mulher, explicou que o foco é a conscientização dos foliões. “Estamos aqui fazendo um trabalho de conscientização e prevenção à importunação sexual durante os desfiles. Se estamos falando do Carnaval mais seguro do Brasil, é preciso ter respeito uns pelos outros. Entender que não faz parte da festa o beijo roubado, puxão de cabelo. Vale a paquera, desde que consentida”, afirmou. Ela reforçou ainda que “não é não” e que, a partir disso, qualquer insistência é assédio.

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