INVESTIGAÇÃO

PF mira fraude milionária e lavagem com criptomoedas em bancos

Operação mira organização criminosa que desviou mais de R$ 500 milhões com apoio de funcionários do sistema financeiro; mandados incluem prisões, buscas e bloqueio de bens. A Caixa Econômica informou que colabora com as investigações

A PF deflagrou, nesta quarta-feira (25/3), a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudes bancárias -  (crédito: Reprodução/Polícia Federal)
A PF deflagrou, nesta quarta-feira (25/3), a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudes bancárias - (crédito: Reprodução/Polícia Federal)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25/3), a Operação Fallax, para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro, com atuação estruturada dentro da Caixa Econômica Federal.

Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 500 milhões por meio de um esquema sofisticado que combinava acesso indevido a sistemas bancários, inserção de dados falsos e posterior ocultação dos recursos desviados.

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Segundo a Polícia Federal, o esquema contava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras. Com acesso às plataformas internas, o grupo conseguia alterar dados e realizar saques e transferências ilegais sem levantar suspeitas.

Após o desvio, o dinheiro era rapidamente pulverizado. Parte dos valores era transferida para empresas de fachada e estruturas empresariais usadas para disfarçar a origem ilícita. Outra parcela era convertida em bens de luxo e criptoativos, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

A operação cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 prisões, além do bloqueio de cerca de R$ 47 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

De acordo com a Polícia Federal, os suspeitos podem responder por uma série de crimes, incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

A investigação aponta que o grupo operava com alto nível de organização e divisão de funções, o que permitia a continuidade do esquema por longos períodos sem detecção imediata. A operação segue em andamento.

O que diz o Banco?

Ao Correio, a Caixa Econômica Federal informou que atua de forma permanente em cooperação com órgãos de segurança e controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias e crimes de lavagem de dinheiro. Segundo o banco, a operação é resultado de investigações conduzidas pelas autoridades com base em comunicações feitas pela própria instituição a partir de mecanismos internos de monitoramento.

A Caixa afirmou ainda que adota políticas rigorosas de prevenção a ilícitos, alinhadas à legislação e às normas regulatórias, e que reporta imediatamente movimentações suspeitas aos órgãos competentes. O banco reforçou o compromisso com a integridade e a proteção do patrimônio público e destacou que, por se tratar de investigação em curso, não pode fornecer detalhes adicionais.

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postado em 25/03/2026 08:47 / atualizado em 26/03/2026 14:21
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