RIO DE JANEIRO

'Jiló dos Prazeres' e mais seis integrantes do CV são mortos pela PM no Rio

Operação ocorreu nesta quarta-feira (18/3), em diversas áreas como Morro dos Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos; um morador foi morto pelos criminosos

Uma operação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), realizada na manhã desta quarta-feira (18/3) em comunidades da região central da capital, resultou na morte de sete pessoas — entre elas o traficante Claudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”, além de um morador, que foi feito de refém pelos criminosos. A ação também deixou três feridos, incluindo dois policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Claudio Augusto dos Santos, o “Jiló dos Prazeres”, tinha 55 anos e possuía ao menos quatro mandados de prisão em aberto por crimes como tráfico de drogas, sequestro, cárcere privado e constrangimento ilegal, além de 135 anotações criminais. 

Segundo a corporação, a operação teve como alvo integrantes do Comando Vermelho (CV) que atuam em áreas como Morro dos Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos. 

De acordo com o comandante do Bope, coronel Marcelo Corbage, a investigação que levou à operação vinha sendo conduzida há meses, com base em dados de inteligência sobre uma quadrilha envolvida em roubo e clonagem de veículos na região. “Esse levantamento começou com a prisão de um dos maiores clonadores de veículos do estado, Marcelo Moitai, e avançou até identificarmos que ele recebia ordens do traficante conhecido como Jiló, que exercia papel importante na cadeia de comando do Comando Vermelho”, disse o comandante durante coletiva.

Corbage afirmou que o traficante era considerado de altamente perigoso e tinha extensa ficha criminal. “Jiló era um criminoso sanguinário, responsável por fomentar ações violentas, incluindo roubos, sequestros e homicídios”, disse. A polícia também o aponta como envolvido na morte de dois agentes — Sargento Marcos, da 29º DP; e Sargento Marconi do GSI, em 2023 — e de um turista estrangeiro.

Ainda segundo a PM, durante a operação, os criminosos invadiram a casa de um morador, identificado como Leandro Silva Souza, e feito ele e a esposa de reféns. "No momento em que buscávamos uma solução pacífica para liberação das vítimas, houve disparos de dentro da residência. O senhor Leandro acabou sendo atingido na cabeça, e a tropa respondeu imediatamente", afirmou.

Leandro não resistiu aos ferimentos e morreu. A esposa dele foi resgatada sem ferimentos, mas em estado de choque.

A ação também resultou na apreensão de armas de grosso calibre, incluindo pistolas, fuzis, revólveres e granadas. Em resposta, criminosos incendiaram alguns ônibus no bairro do Rio Comprido. Nesta ocasião, mais outras quatro pessoas foram presas por obstrução de vias e suspeitas de ligação com a organização criminosa. 

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