O estado do Amazonas guarda muita cultura, ancestralidade e sabedoria. Em Manaus é possível enxergar um modo de viver e de produzir em que a sustentabilidade é o princípio: desde as grandes fábricas, que utilizam todos os recursos que uma obra-prima tem a oferecer, até o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, onde se comercializam produtos que vão da polpa à casca do açaí. No Polo Industrial de Manaus (PIM), preservar não é novidade, é regra.
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) realizou no último fim de semana a Expopim 4.0, um evento criado para conectar a indústria e a tecnologia da Zona Franca de Manaus a empresas e microempreendedores, além de expor ao Brasil o que está sendo construído no Amazonas. “Esse é o modelo mais exitoso de preservação ambiental no mundo. O nosso povo aprendeu a viver da natureza e com a natureza. Esse é o viés do nosso segredo. A Expopim deve rodar o mundo em vários formatos, para levar isso para o resto do mundo”, afirma Orsine Júnior, diretor executivo do Instituto Somar Amazônia, responsável pelo evento.
“As universidades estão aqui, os institutos de pesquisa estão aqui, com palestras sobre inteligência artificial, robótica, extração vegetal. Todos esses processos produtivos estão no Polo Industrial de Manaus”, pontua Orsine.
A feira estreou com cerca de 4 mil participantes ao longo de três dias. O espaço promoveu a interação de dezenas de empresários, representantes acadêmicos, estudantes, investidores e microempreendedores.
Durante a abertura do evento, também ocorreu a posse do novo superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, que agradeceu a oportunidade de participar da feira e promover o contato das grandes empresas com o público: “A feira é fundamental porque a sociedade amazonense precisa conhecer mais a Zona Franca de Manaus, seus serviços e, principalmente, os jovens, que precisam saber que existem oportunidades nesse modelo. Eles podem, no futuro, estar dentro de uma fábrica, em um instituto de pesquisa ou até criando sua própria startup”.
“Em 2025, registramos, na Zona Franca, uma marca histórica de R$ 200 bilhões em lucro e 131 mil novos empregos. Isso se deve a uma série de fatores, mas principalmente à Reforma Tributária, que era um tema muito sensível para nós, por se tratar de um regime de exceção fiscal. Garantir segurança jurídica é muito importante; a segurança jurídica é uma espécie de bússola para o investidor”, destaca Luiz Frederico, superintendente adjunto executivo da Suframa.
- Leia também: Rota da Luz: 10 anos de esperança
A Zona Franca de Manaus foi criada em 1967 e é um polo industrial com mais de 500 fábricas, que gera mais de 500 mil empregos. Oferece isenções fiscais de IPI e ICMS, por exemplo, até 2073, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento regional e dar condições de competição com as demais zonas industriais do país. Destaca-se pela produção de eletroeletrônicos e veículos de duas rodas.
