RIO DE JANEIRO

Morre a vereador Luciana Novaes, atingida em 2003 por bala perdida

Parlamentar, que ficou tetraplégica após o episódio, lutava por políticas de inclusão de pessoas com deficiência

Luciana ficou tetraplégica aos 19 anos, após ser vítima de uma bala perdida, e convivia com sequelas do episódio -  (crédito: Reprodução/Instagram @luciananovaesoficial)
Luciana ficou tetraplégica aos 19 anos, após ser vítima de uma bala perdida, e convivia com sequelas do episódio - (crédito: Reprodução/Instagram @luciananovaesoficial)

Morreu, na noite de segunda-feira (27/4), a vereadora do Rio de Janeiro (RJ) Luciana Novaes (PT-RJ), aos 42 anos. Símbolo da luta pela inclusão na capital fluminense, Luciana ficou tetraplégica aos 19 anos, após ser vítima de uma bala perdida, e convivia com sequelas do episódio. Episódio ocorreu em 2003, na Universidade Estácio de Sá, onde estudava enfermagem. 

O acionamento protocolo de morte cerebral foi anunciado pela Câmara Municipal do Rio. A vereadora enfrentava problemas de saúde desde o fim do ano passado, quando foi internada em estado grave. A causa da morte não foi divulgada.

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Mais que uma sobrevivente, que contrariou a chance de apenas 1% de viver após o episódio, a parlamentar construiu uma trajetória pautada na inclusão e defesa da população em situação de vulnerabilidade. Após o episódio, Luciana voltou a estudar e se formou em serviço social, com pós-graduação em gestão governamental. 

O primeiro mandato na Câmara Municipal foi em 2016, quando foi recordista de aprovação de projetos. A vereadora teve a releição de 2020 atrapalhada pela pandemia de covid-19, quando não pode fazer campanha por estar enquadrada no grupo de risco, e ficou na primeira suplência, com 16 mil votos. Em 2022, ela tentou vaga no Congresso Nacional, ficando como segunda suplente, com 31 mil votos. A retomada à casa municipal veio nas eleições de 2022.

Em comunicado, o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD-RJ), homenageou a parlamentar. “Ao longo de sua atuação, deixou um legado consistente de quase 200 leis, sempre voltadas para a inclusão, a defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade. Sua voz firme e sua escuta generosa fizeram diferença na vida de milhares de cariocas, olhando não apenas para a cidade, mas para cada indivíduo que precisava ser visto, acolhido e respeitado”, escreveu. “Sua história, marcada por fé, resiliência e propósito, seguirá inspirando gerações. Luciana mostrou, na prática, que limites não definem destinos quando há vontade de transformar o mundo ao redor”.

Ainda não há informações sobre o velório da vereadora.  

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postado em 28/04/2026 12:43 / atualizado em 28/04/2026 12:44
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