Uma perícia particular mostrou que o influenciador digital Paulo Cezar Goulart Siqueira, conhecido como PC Siqueira, foi assassinado dentro do próprio apartamento em 27 de dezembro de 2023. A versão contradiz os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC), que apontam que o youtuber de 37 anos tirou a própria vida.
A nova perícia foi feita em março deste ano, a partir do pedido dos advogados da família. O parecer contesta os laudos do IML que, à época, constataram que PC Siqueira teria atentado contra a própria vida. O laudo atual indica que o influenciador foi estrangulado por meio de fios de fones de ouvido.
O perito particular contratado pela família do influenciador, Francisco João Aparício La Regina, que já trabalhou para a Polícia Técnico-Científica, destacou no parecer de 48 páginas que PC Siqueira teria morrido por asfixia, causada por um fio fino. No entanto, o documento não indica quem teria sido o autor do crime, mas mostra que as marcas no pescoço seriam compatíveis com os fios de um fone preto encontrado no apartamento.
Como os laudos (o particular e o do IML) são divergentes, o Ministério Público determinou que a Polícia Civil encaminhe o fio dos fones ao IML e ao IC, para que possam comparar o objeto com os ferimentos encontrados no corpo do youtuber. Como PC Siqueira morreu em 2023, não será possível realizar a exumação do corpo, que já deve estar em estágios avançados de decomposição e, por isso, serão usadas fotografias do cadáver.
Quem era PC Siqueira
PC Siqueira foi um dos primeiros criadores de conteúdos a produzir vídeos para o Youtube no Brasil. Ele atingiu o ápice na plataforma entre 2010 a 2013, ganhando destaque pelos vlogs críticos e irônicos, sendo inclusive eleito como webcelebridade do ano em 2011.
Antes de morrer o influenciador era investigado por suspeita de divulgação de imagens de abuso infantil, depois de ter mensagens de converas privadas vazadas em 2020, o que acabou gerando o “cancelamento digital" de PC Siqueira na época. Laudos posteriores, entretanto, não encontraram os materiais criminosos nos computadores apreendidos.
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*Estagiário sob supervisão de Paulo Leite
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