
Quatro pessoas morreram após o deslizamento de en-costas na Região Metropolitana de Recife, atingida por fortes chuvas desde sexta-feira (1º/5). Em Olinda, uma mulher de 20 anos e o filho dela, um bebé de seis meses, foram retirados sem vida dos escombros de uma casa. Até o início da noite de ontem, os bombeiros ainda trabalhavam na área, à procura de duas pessoas desaparecidas.
Na Zona Norte da capital, outra mulher, de 24 anos, e o filho de 6 anos também morreram no desabamento da casa em que moravam. O pai e a outra filha, de 1 ano e meio, foram resgatados com vida. Segundo a Defesa Civil do estado, o volume de água acumulado nas últimas 48 horas se aproxima dos 200mm. A capital pernambucana está em estado de alerta. Cerca de mil pessoas tiveram que deixar suas casas e seguir para abrigos públicos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao ministro da Integração Regional, Waldez Góes, que disponibilizasse toda a ajuda necessária ao governo de Pernambuco e às cidades atingidas pelos temporais. Góes conversou com a governadora do estado, Raquel Lyra, para oferecer ajuda. O próprio presidente Lula falou por telefone com o ex-prefeito de Recife João Campos e com o senador Humberto Costa (PT-PE) para tomar pé da situação.
"Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional acionou a Defesa Civil Nacional (DCN) para prestar todo suporte às cidades atingidas, inclusive, com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área", postou o presidente. Equipes da Defesa Civil Nacional seguiram, ontem mesmo, para Pernambuco.
Lula determinou, ainda, ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que mobilize a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) pa-ra prestar atendimento às vítimas. Uma das primeiras ações será a decretação de estado de calamida de pública no estado e nas cidades atingidas, para agilizar a liberação e recursos. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que o governo fará o reconhecimento sumário da situação e adotará, "com rapidez, as medidas necessárias para minimizar os impactos e reduzir o sofrimento das populações atingidas"
"O diálogo com as diferentes esferas de governo reforça a importância da atuação conjunta neste momento crítico. A união de esforços é fundamental para enfrentar a tragédia, salvar vidas e evitar maio-res perdas, em um gesto de solida riedade com o povo pernambuca no diante de uma situação tão di-fícil, avaliou Guimarães.
De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil per-nambucana, sete municípios da Grande Recife e da Zona da Mata estão em estado de alerta, com registros expressivos de acumulado de chuva nas últimas 24 horas: Goiana (181mm), Abreu e Lima (145mm), Paulista (143mm), Igarassu (140mm), Condado (130mm), Itaquitinga (120mm) e Itambé (117mm). Em Recife, foram registrados vários pontos de alagamento.
"O risco hidrológico e urbano es-tá em evolução, com possibilidade de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra em áreas vulneráveis", informou o Ministério de Integração Regional.
Paraíba
A Paraíba também registrou chuvas intensas nas últimas 24 horas, e várias cidades estão em situação de risco. Dois homens morreram eletrocutados, em Guarabira, quando ajudavam a montar a estrutura metálica de uma corrida de rua em comemoração ao Dia do Trabalhador. Entre os municípios em alerta, também estão a capital João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Mamanguape, Sapé, Rio Tinto, Alhandra, Areia e Bananeiras. A Defesa Civil emitiu alerta laranja (perigo) para parte do estado, com previsão de chuva entre 30mm e 60mm por hora, ventos intensos e risco de alagamentos, queda de árvores e interrupções de energia. (Com Agência Brasil e Agência Estado)

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