
A falta de acesso à internet, pouca conexão e o distanciamento do público com os meios de comunicação são os principais motivos para a desinformação. A pesquisa Dos Territórios Indígenas às Periferias: Retratos da Desinformação e Consumo de Notícias para Reimaginar a Justiça Informacional no Brasil, produzida pela Coalizão de Mídias, mostrou que o WhatsApp e o Instagram são os principais meios de acesso à informação.
O estudo pegou uma amostra de 1,5 mil pessoas de São Paulo (SP), Recife (PE) e Santarém (PA). Segundo o levantamento, a maioria dos entrevistados procura notícias para entender o que acontece no próprio bairro (17%). Ainda assim, o maior volume de conteúdos que recebem (24,09%) está relacionado a celebridades.
Além disso, a pesquisa apontou que 17% da população da periferia tem dificuldade para identificar uma informação falsa, e que 16% diz que falta tempo para verificar os conteúdos. Em grande parte, essa porcentagem representa mulheres.
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Checagem é desconhecida
Os dados também revelaram que a maioria dos entrevistados não conhece os sites de checagem de notícias, o que representa cerca de 67%. Segundo a Coalizão de Mídias, os números mostram que as ferramentas de combate à desinformação não estão alcançando as populações mais vulneráveis.
“Isso coloca um desafio direto: não basta produzir checagem. A pesquisa mostra que essas iniciativas não estão chegando a quem mais precisa delas. As mídias territoriais fazem parte de redes de confiança porque os jornalistas são moradores. Existe responsabilidade com a informação que circula ali”, entende a diretora da Coalizão de Mídias e integrante do Desenrola e Não me Enrola, Thais Siqueira.
*Estagiária sob a supervisão de Victor Correia
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