SAÚDE

São Paulo investiga caso suspeito do vírus Ebola em paciente de 37 anos

Homem de 37 anos esteve na República Democrática do Congo, onde há um surto da doença. Secretaria colocou paciente em isolamento e reforçou que risco no Brasil é baixo

Eletromicrografia do vírus Ebola -  (crédito: NIAID / Wikimedia Commons)
Eletromicrografia do vírus Ebola - (crédito: NIAID / Wikimedia Commons)

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo investiga um caso suspeito de vírus ebola na capital paulista. Trata-se de um paciente de 37 anos, que esteve na República Democrática do Congo, e que apresentou febre e outros sintomas compatíveis com a doença.

O paciente está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e segue protocolos de biossegurança para casos do tipo. A secretaria afirmou ao Correio neste sábado (30/05) que ainda não há confirmação laboratorial da doença e que a investigação foi iniciada de forma preventiva.

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“Este é um caso suspeito, em investigação. As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, afirmou Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo.

O paciente também está sendo testado para diversas outras doenças, sobretudo pela similaridade dos sintomas, como a malária.

O paciente esteve na República Democrática do Congo, país com áreas de transmissão da doença e que enfrenta um surto desde o dia 15 de maio. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África (África CDC), já são 1.077 casos suspeitos e 246 mortes suspeitas.

A Secretaria de Saúde de SP atualizou na semana passada um documento que traz orientações sobre o atual surto de ebola na República Democrática do Congo e quais medidas devem ser tomadas. O documento O documento reforça "medidas de vigilância, definição de caso, notificação imediata, isolamento, manejo inicial, fluxos assistenciais e investigação laboratorial no estado."

Risco da doença no Brasil é baixo

A avaliação técnica da SES-SP aponta que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Segundo o órgão, entre os fatores considerados estão a ausência histórica da transmissão no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a RDC e a América do Sul e até mesmo a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais e tecidos de pessoas infectadas e sintomáticas.

No entanto, mesmo com o baixo risco, a orientação para os serviços de saúde é que mantenham atenção máxima a pessoas com histórico de viagem às regiões afetadas, nos últimos 21 dias ou que tenham tido contato com fluidos de pessoas suspeitas ou confirmadas.

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postado em 30/05/2026 11:26 / atualizado em 30/05/2026 12:27
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