Perdão judicial

Prefeito do Rio critica perdão judicial a Monique e diz que manterá demissão

Eduardo Cavaliere afirmou que manterá a demissão de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, ex-servidora da rede municipal de ensino

Em julgamento do assassinato de Henry Borel, de 4 anos, a mãe foi condenada por omissão e responderá em regime aberto -  (crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Em julgamento do assassinato de Henry Borel, de 4 anos, a mãe foi condenada por omissão e responderá em regime aberto - (crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), se manifestou sobre o perdão judicial concedido à Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, nesta quinta-feira (4/6). “Causa certa perplexidade”, comentou sobre a decisão da Justiça.

Cavaliere utilizou as redes sociais para protestar e afirmar que a demissão de Monique, ex-servidora da rede municipal de ensino, será mantida. “Decisão judicial não se discute, se cumpre. Independente disso, quero informar que a decisão da Prefeitura do Rio de manter Monique Medeiros fora de seus quadros está integralmente mantida”, escreveu.

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O prefeito ainda afirmou que preza pela segurança do ambiente escolar. “Enquanto prefeito, pai e cidadão, farei de tudo para assegurar que as salas de aulas sejam um ambiente não só de aprendizado, mas de proteção e respeito às nossas crianças. E não medirei esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura”.

Monique deixou o Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, após ter a soltura determinada pela juíza Elizabeth Machado. O Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri desclassificou a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo. Ou seja, quando há a intenção de matar e quando não há.

Ela foi considerada culpada por omissão da tortura do filho, de 4 anos. A Justiça determinou que ela cumpra a pena de 1 ano e 4 meses em regime aberto. Porém, como esse período de reclusão já foi cumprido, foi solicitado sua soltura imediata. A juíza afirmou, no momento da sentença, que Monique já sofreu consequências suficientes ao longo do processo. 

“Que ela siga sua vida com um trabalho digno e honesto. Mas longe das salas de aula da rede municipal”, concluiu Eduardo Cavaliere.

 

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postado em 04/06/2026 19:01 / atualizado em 04/06/2026 19:02
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