CRIME CRUEL

Casal de idosos mortos em BH foi dopado, confirma polícia

A Polícia Civil confirmou na manhã desta sexta-feira (3) presença de substâncias no organismo das vítimas mortas a facadas por diarista em BH

Diarista que confessou ter matado casal de idosos em BH foi presa em Itabira, na Região Central de Minas Gerais -  (crédito: Reprodução)
Diarista que confessou ter matado casal de idosos em BH foi presa em Itabira, na Região Central de Minas Gerais - (crédito: Reprodução)

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, dopou o casal de idosos antes de matá-los em um prédio no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. A informação foi confirmada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3/7).

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A corporação confirmou a presença de clonazepam no organismo de ambas as vítimas do crime com o resultado de perícia criminal. O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram mortos a facadas pela própria funcionária nessa terça-feira (30).

A polícia confirmou mais de 40 golpes de faca no advogado. Já a empresária recebeu 14 facadas.

Em depoimento, a diarista contou aos policiais que foi ao apartamento para realizar um serviço de limpeza e afirmou que já havia recebido elogios de familiares das vítimas pela qualidade do trabalho. Segundo a investigada, ela não saiu de casa com a intenção de cometer o crime. A diarista afirmou que decidiu furtar os bens ao perceber joias, relógios e dinheiro durante a limpeza do quarto do casal.

Em confissão inicial, o plano inicial era dopar as vítimas para facilitar o furto. Ela disse ter colocado quatro comprimidos de um medicamento de uso controlado, utilizado por ela para tratamento da depressão, em um suco preparado no liquidificador.

“Ela utilizou quatro comprimidos em um suco. Trinta a quarenta minutos depois, eles começaram a adormecer”, explicou o delegado. A Polícia Civil apreendeu cerca de 50 comprimidos na bolsa da suspeita, o que indica que a ação tenha sido premeditada.

A diarista, de 30 anos, foi presa na noite dessa quarta-feira (1/7), por volta das 23h, em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas. 

Primo do casal também teria sido dopado

A Polícia Civil investiga a possibilidade de que Vinícius Mitre, advogado e primo que indicou a funcionária ao casal, também ter sido vítima da diarista. Paola trabalhava como diarista para Mitre desde outubro de 2025. O advogado afirma que o trabalho dela era exemplar e, por isso, a teria indicado para trabalhar na casa da prima.

Em 13 de junho, segundo o advogado, Paola trabalhou na casa dele. À noite, Mitre foi até um bar próximo à sua casa para assistir ao jogo do Brasil contra Marrocos, acompanhado da diarista. De lá, conforme detalha, pediria um carro por aplicativo para a suspeita. Já no bar, diz ele, bebeu dois chopes e começou a se sentir mal.

Paola o acompanhou até sua casa e, chegando lá, ele vomitou, detalha. Segundo o advogado, a diarista então pediu o carro por aplicativo e foi para casa. No dia seguinte, Mitre conta que sentiu falta da carteira, onde estavam os cartões e cerca de R$ 700.

“De uma hora para outra, comecei a passar mal e me levantei para ir embora, minha cabeça começou a girar e, para você ter ideia, não me lembro de como cheguei em casa”, explicou. 

No dia seguinte, Mitre foi ao bar, de onde é frequentador, em busca da carteira, mas não encontrou o objeto e registrou um boletim de ocorrência. No mesmo dia, recebeu notificação de dois bancos onde tem conta informando sobre tentativa de saque suspeito. O próprio sistema dos bancos impediu a transação e não houve mais prejuízo.

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postado em 03/07/2026 14:41
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