
Uma operação global coordenada pela Interpol, denominada First Light 2026, desmantelou uma delegacia falsa da Polícia Federal (PF) brasileira em Essuatíni, no sudeste da África. A ação resultou na prisão de 82 pessoas que se passavam por agentes para aplicar golpes sofisticados. O esquema fazia parte de uma rede criminosa envolvida com jogos de azar on-line ilegais, lavagem de dinheiro e crimes de identidade falsa.
O grupo criminoso atuava por meio de técnicas de engenharia social, tática baseada no engano para explorar a confiança das vítimas e obter dados ou dinheiro. Vestindo réplicas de uniformes da PF durante chamadas de vídeo, os golpistas convenciam os alvos de que haviam sido vítimas de um crime. Em seguida, induziam as pessoas a transferir valores para uma suposta “guarda segura” sob controle policial, momento em que o dinheiro era desviado.
As autoridades de Essuatíni, país que faz fronteira com a África do Sul e Moçambique, apreenderam 240 dispositivos eletrônicos — entre celulares e computadores —, além de moeda estrangeira e uniformes falsificados na sede da central de ligações da quadrilha.
Diante do volume do material apreendido, a Interpol enviou uma equipe de apoio operacional ao país para realizar a perícia forense nos aparelhos, atendendo a um pedido do governo local.
A descoberta da delegacia falsa foi desdobramento de uma ofensiva global de combate a crimes financeiros digitais que envolveu 97 países. Ao todo, a Operação First Light 2026 resultou na prisão de 5.811 pessoas ao redor do mundo e na interceptação de US$ 293 milhões em bens ilícitos — valor equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão.

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