VIOLÊNCIA

Mesmo com queda, país registra 741 vítimas de feminicídio no 1º semestre

As maiores reduções ocorreram nas regiões Norte (-20%) e Nordeste (-19,9%), enquanto o Centro-Oeste teve a maior alta proporcional (19%), seguido pelo Sul (19,2%) e pelo Sudeste (2,6%)

Lula participou da cerimônia do pacto contra o feminicídio -  (crédito:  Ricardo Stuckert / PR)
Lula participou da cerimônia do pacto contra o feminicídio - (crédito: Ricardo Stuckert / PR)

O Brasil registrou 741 vítimas de feminicídio entre janeiro e junho de 2026, uma queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 760 casos.

O levantamento faz parte do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, produzido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com o Ministério das Mulheres, com base em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp VDE).

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Ao todo, foram 19 feminicídios a menos no primeiro semestre deste ano. Junho concentrou 108 registros, o menor número mensal de 2026 até agora. Os dados também mostram desaceleração ao longo do ano: enquanto o primeiro trimestre somou 400 casos, entre abril e junho foram 341 feminicídios, uma redução de 14,75%, equivalente a 59 ocorrências a menos.

Segundo levantamento da pasta, o recorte regional revela um cenário desigual no país. As maiores reduções ocorreram nas regiões Norte (-20%) e Nordeste (-19,9%), responsáveis por impulsionar o resultado nacional.

Em contrapartida, as demais regiões apresentaram crescimento nos registros. O Centro-Oeste teve a maior alta proporcional (19%), seguido pelo Sul (19,2%) e pelo Sudeste (2,6%).

No primeiro semestre, o Norte contabilizou 35 feminicídios, contra 44 no mesmo período de 2025. Já o Nordeste passou de 251 para 201 casos. Enquanto isso, o Centro-Oeste registrou aumento de 77 para 91 vítimas, o Sul passou de 177 para 211 e o Sudeste, de 194 para 199.

Operação

O monitoramento também reúne os resultados das duas etapas da Operação Integrada Mulher Segura, realizada em 2026 para reforçar o enfrentamento à violência de gênero.

Na primeira fase, entre 19 de fevereiro e 5 de março, foram registradas 6.328 prisões, atendimento a 38.801 vítimas, acompanhamento de 30.388 medidas protetivas e atuação de 40.097 policiais em 2.615 municípios.

Já a segunda fase, realizada entre 1º de junho e 21 de julho, contabilizou 14.113 prisões, atendimento a 53.343 vítimas, monitoramento de 25.420 medidas protetivas e mobilização de 58.833 agentes de segurança em 1.384 municípios.

Somadas, as duas etapas resultaram em 20.441 prisões, das quais 16.131 ocorreram em flagrante e 4.310 por cumprimento de mandados de prisão.

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AH
postado em 22/07/2026 21:09
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