Violência

Marina Silva é alvo de tentativa de agressão em ato de Haddad em SP

Candidata ao Senado foi abordada por homem durante caminhada de campanha no centro de São Paulo nesta segunda-feira (17/8)

A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede-SP) foi alvo de uma tentativa de agressão nesta segunda-feira (17/8), durante a primeira agenda de campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. O episódio ocorreu no centro da capital, em uma caminhada voltada às mulheres.

Em um dado momento do ato a ex-ministra do Meio Ambiente se afastou do grupo durante a caminhada. Neste momento, um homem desconhecido a abordou, a agarrou pelo ombro e falou palavras hostis antes de ser imediatamente afastado por assessores. 

A ocorrência ocorreu justamente durante uma agenda em que a violência contra as mulheres estava entre os principais temas. Haddad apresentou propostas para ampliar as ações de prevenção e combate à violência, enquanto Simone Tebet (PSB-SP) defendeu mais recursos e estrutura para as políticas voltadas às mulheres.

Reações

O caso provocou manifestações de solidariedade de mulheres que participam da política. A própria Tebet classificou o ocorrido como uma forma de violência de gênero. Thainara Faria (PT-SP), Sâmia Bomfim (Psol-SP), Manuela D'Ávila (Psol-RS), Benedita da Silva (PT-RJ) e Tábata Amaral (PSB-SP), entre outras, também manifestaram apoio à candidata nas redes sociais. 

Haddad também condenou a abordagem e afirmou que Marina tem uma trajetória de defesa de causas de interesse nacional. 

Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversário de Haddad em São Paulo, também repudiou a tentativa de agressão. "Minha total solidariedade à candidata Marina Silva, vítima de uma tentativa de agressão enquanto cumpria agenda como candidata nesta segunda. Nas ruas, é fundamental respeitar a liberdade de manifestação de cada cidadão. Divergências, críticas e protestos fazem parte da democracia", disse em nota. "O que não podemos admitir é que a divergência se transforme em violência, agressão ou intimidação, principalmente neste momento em que precisamos nos unir para enfrentar esta chaga que é a violência contra a mulher".

Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (18/8), Marina agradeceu as manifestações de solidariedade e afirmou que o caso ultrapassa sua situação individual. Segundo a candidata, o ocorrido serve de alerta para uma realidade enfrentada por mulheres que ainda são alvo de violência, constrangimento e tentativas de silenciamento nos espaços públicos e de decisão.

"Não podemos permitir que comportamentos dessa natureza sejam naturalizados. É preciso apurar os fatos, responsabilizar quem ultrapassa os limites da lei e fortalecer uma cultura democrática baseada no respeito", afirmou. Marina também disse que continuará nas ruas durante a campanha e reforçou que "divergências, críticas e protestos fazem parte da democracia", mas que "intimidação, agressão e violência não".

Ao Correio, a assessoria da candidata informou que não haverá nenhuma medida adicional por parte da campanha em relação ao caso.

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