Um chá quente costuma ser associado a momentos de descanso, mas alguns tipos são especialmente conhecidos por contribuir para o alívio da tensão do dia a dia. Em 2025, o interesse por opções naturais para lidar com estresse, ansiedade leve e dificuldades para dormir cresceu, e as infusões relaxantes passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas. Entre as variedades mais citadas estão chá de camomila, lavanda, erva-cidreira, chá verde, valeriana, maracujá, ashwagandha e manjericão-sagrado, que podem compor um ritual simples de autocuidado diário.
O que são chás calmantes e como eles atuam no organismo
Chás calmantes são infusões ou decocções feitas com partes de plantas que contêm substâncias capazes de modular o estresse e favorecer o relaxamento. Esses compostos podem atuar em diferentes frentes: alguns se ligam a receptores específicos no cérebro, outros influenciam neurotransmissores associados à tranquilidade ou regulam hormônios como o cortisol, ligado à resposta ao estresse.
Entre os mecanismos mais citados está o aumento da disponibilidade de GABA (ácido gama-aminobutírico), um neurotransmissor que reduz a excitabilidade dos neurônios e favorece um estado de calma. Substâncias antioxidantes também aparecem com frequência, ajudando a proteger células cerebrais e a modular a pressão arterial e a frequência cardíaca, o que pode contribuir para noites mais tranquilas e dias com menos tensão acumulada.

Quais são os melhores chás para ansiedade e estresse
Entre os melhores chás para ansiedade e estresse, algumas plantas se tornaram referência por serem amplamente utilizadas e estudadas em diferentes culturas. Elas costumam ser acessíveis, presentes em mercados, casas de produtos naturais e farmácias, e podem ser encontradas tanto puras quanto em misturas específicas.
- Camomila: produz uma infusão suave, com sabor levemente adocicado. Contém compostos como a apigenina, associados à indução de relaxamento, o que torna a bebida bastante utilizada antes de dormir ou em momentos de tensão.
- Lavanda: preparada a partir das pequenas flores arroxeadas, é conhecida pelo aroma marcante e efeito aromático relaxante. O chá aparece em pesquisas relacionadas à redução de ansiedade em idosos e outros grupos sensíveis.
- Erva-cidreira (melissa): da família da hortelã, oferece sabor cítrico suave e refrescante. Estudos indicam potencial para melhorar o humor, facilitar o sono e diminuir a inquietação, possivelmente por influenciar os níveis de GABA no sistema nervoso.
- Chá verde: embora tenha cafeína, contém L-teanina, um aminoácido relacionado a um estado de calma alerta, ou seja, relaxamento sem sonolência. Por isso, costuma ser mencionado em contextos que exigem concentração com menor nível de estresse.
Há ainda uma categoria de chás usada principalmente para quem apresenta dificuldade mais intensa para relaxar ou adormecer, ou vive períodos de estresse prolongado. Nesse grupo entram a valeriana, o maracujá (passiflora), a ashwagandha e o manjericão-sagrado (tulsi), considerados mais potentes e frequentemente associados à ação sedativa leve ou ao equilíbrio da resposta ao estresse crônico.
Para aprofundar no tema, trouxemos o vídeo do perfil @hipnoseterapeutica:
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Como escolher o melhor chá calmante para cada momento do dia
A escolha do melhor chá para relaxar passa pela avaliação de fatores como horário de consumo, necessidade de manter o foco, sensibilidade digestiva e uso de outros medicamentos. Não existe uma única opção ideal para todas as pessoas, mas algumas diretrizes ajudam a organizar essa seleção diária e adaptar o consumo à rotina individual.
- Para o fim do dia e preparo para o sono
- Chá de camomila, lavanda, erva-cidreira, maracujá ou valeriana tendem a ser os mais escolhidos.
- Podem ser consumidos cerca de 30 a 60 minutos antes de deitar, em ambiente mais silencioso e com pouca luz, reforçando a associação entre a bebida e o descanso.
- Para momentos de estresse durante o trabalho
- Chá verde, pela presença de L-teanina, pode contribuir para reduzir a tensão mantendo o estado de alerta, desde que o consumo de cafeína seja bem tolerado.
- Quem prefere evitar cafeína pode optar por tulsi ou uma combinação leve de ervas calmantes, em pequenas quantidades ao longo do dia.
- Para apoio em períodos de estresse prolongado
- Ashwagandha e manjericão-sagrado aparecem com frequência em estudos sobre manejo de estresse contínuo, por estarem relacionados à modulação do cortisol.
- Em geral, o uso é feito por algumas semanas, seguindo orientações profissionais quando combinado a outros tratamentos e medicamentos.
Como a temperatura e o tempo de infusão influenciam o preparo
O modo de preparo influencia diretamente a concentração dos compostos presentes no chá calmante e, consequentemente, seu potencial efeito relaxante. De forma geral, recomenda-se aquecer a água entre 70 °C e 90 °C, evitando fervura intensa prolongada, que pode prejudicar o aroma, o sabor e algumas substâncias mais sensíveis ao calor.
Algumas práticas simples ajudam a tornar esse momento ainda mais proveitoso e seguro, equilibrando bem-estar e prazer sensorial. Usar recipiente tampado durante a infusão, respeitar as orientações do fabricante e moderar o uso de adoçantes são cuidados que preservam compostos voláteis, controlam calorias e favorecem um consumo mais consciente ao longo do dia.
- Usar recipiente tampado durante a infusão para preservar os componentes voláteis, especialmente em chás de flores como camomila e lavanda.
- Respeitar as orientações do fabricante quando se trata de misturas prontas, já que a proporção de ingredientes pode exigir tempos de infusão diferentes.
- Evitar adoçar em excesso, principalmente com açúcar refinado, para não transformar o hábito em fonte de consumo calórico elevado.
- Espaçar o consumo de chás com potencial sedativo forte quando já há uso de medicamentos para sono ou ansiedade, buscando orientação profissional em casos de dúvida.
Quando o chá para ansiedade deve ser apenas um complemento ao tratamento
O uso de chá para ansiedade e estresse funciona melhor como parte de um conjunto de estratégias, e não como única medida em situações persistentes. Em quadros com sintomas como insônia prolongada, palpitações frequentes, tristeza intensa ou crises de ansiedade recorrentes, a bebida pode oferecer alívio pontual, mas não substitui avaliação médica ou psicológica adequada.
Inserir o chá calmante em um ritual diário – como diminuir o ritmo à noite, afastar telas por alguns minutos e respirar de forma mais lenta – tende a ampliar o efeito de relaxamento. Ao mesmo tempo, manter atenção a sinais do corpo, à qualidade do sono e às reações a cada tipo de planta ajuda a ajustar escolhas com mais segurança, tornando a xícara de chá um lembrete de pausa em uma rotina sobrecarregada.








