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Início saúde

O sinal na orelha que pode alertar para risco cardíaco silencioso

Por guilherme_saude
14/02/2026
Em saúde, Uncategorized
Sinal de Frank na orelha do influenciador Henrique Maderite Foto: Reprodução/Instagram @henriquemaderite

Sinal de Frank na orelha do influenciador Henrique Maderite Foto: Reprodução/Instagram @henriquemaderite

A recente morte do empresário e influenciador Henrique Maderite, aos 50 anos, reacendeu discussões sobre sinais físicos que podem indicar problemas cardíacos, com destaque para o sinal de Frank, uma marca ou dobra presente no lóbulo da orelha, descrita em 1973 pelo médico americano Sanders Frank e que, apesar de associada em alguns estudos a riscos cardiovasculares, ainda é motivo de debate entre especialistas quanto ao seu real valor como indicador de saúde.

O que é o sinal de Frank e qual sua relação com o coração?

Em entrevista, o doutor Roberto Kalil destacou que não há relação direta entre possuir o sinal de Frank e desenvolver doenças cardíacas, mas ressaltou que ele pode servir como um alerta clínico. Um estudo de 2021, que analisou cerca de 4 mil pessoas, sugere uma correlação entre a presença do sinal e a ocorrência de doenças cardíacas e obstruções arteriais.

O Dr. Kalil enfatiza que o sinal não deve ser visto como um fator de risco definitivo, e sim como um possível marcador adicional a ser considerado junto ao histórico do paciente. A recomendação é que, na presença do sinal e de outros fatores de risco, a pessoa busque avaliação médica para investigação mais detalhada.

Para compreender melhor o sinal de Frank e sua possível relação com risco de infarto e AVC, assista ao vídeo a seguir, no qual Drauzio Varella explica o assunto de forma clara e didática no canal Drauzio Varella.

Principais fatores de risco para doenças cardíacas?

Embora o sinal de Frank possa servir de alerta, os verdadeiros fatores de risco para doenças cardíacas incluem condições e hábitos amplamente reconhecidos pela medicina. Eles estão diretamente ligados à incidência de infartos, acidentes vasculares cerebrais e outras complicações cardiovasculares.

Entre os principais fatores de risco cardiovasculares, especialistas destacam: hipertensão arterial, diabetes, sedentarismo, tabagismo, colesterol elevado e excesso de consumo de álcool, além de histórico familiar e idade avançada. O controle rigoroso desses elementos é fundamental para reduzir a probabilidade de eventos cardíacos.

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Qual a possível relação entre o sinal de Frank e envelhecimento vascular?

Existem teorias que ligam o sinal de Frank a um suposto envelhecimento acelerado das artérias, sugerindo um processo degenerativo precoce dos vasos sanguíneos. No entanto, essa conexão ainda não é totalmente comprovada em estudos clínicos de grande escala.

Dr. Kalil lembra que essa associação é mais uma observação clínica do que uma relação cientificamente estabelecida. Assim, aconselha que a presença do sinal seja interpretada como motivo para avaliação médica preventiva, e não como um indicativo definitivo de problemas cardíacos iminentes.

Por que a obesidade abdominal é um indicador importante?

Dr. Kalil argumenta que a obesidade abdominal é um indicador físico mais significativo de risco cardiovascular do que o sinal de Frank. A gordura acumulada ao redor da cintura está fortemente associada à resistência à insulina, inflamação crônica e maior probabilidade de doenças coronarianas e infartos.

Manter um estilo de vida saudável, com exercícios regulares e dieta equilibrada, é crucial para reduzir a circunferência abdominal e proteger o coração. Nesse contexto, controlar o peso, especialmente na região da cintura, torna-se mais eficaz para a saúde cardíaca do que focar em sinais menos comprovados como o de Frank.

Como monitorar a saúde cardiovascular fora do consultório?

Algumas ações simples do dia a dia ajudam a acompanhar a saúde do coração e a identificar precocemente alterações que exigem atenção médica. Essas medidas não substituem consultas, mas complementam o cuidado regular com a saúde.

  • Medir periodicamente a pressão arterial e, quando possível, a glicemia.
  • Acompanhar os níveis de colesterol e triglicerídeos por meio de exames.
  • Interromper o uso de tabaco em qualquer forma e limitar o consumo de álcool.
  • Praticar atividade física regular e manter alimentação balanceada.

A morte de Maderite reforçou a necessidade de diálogo contínuo sobre saúde pública e prevenção, estimulando maior atenção aos sinais do corpo. Acima de tudo, destaca a importância de buscar avaliação profissional diante de sintomas atípicos, não por medo, mas por prudência, priorizando cuidados preventivos e o controle de fatores de risco comprovados, mais relevantes do que a simples observação de características físicas como o sinal de Frank.

Entre em contato: Foto da Dra. Anna Luísa Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes CRM-GO 33.271 Instagram @dra.annaluisabf Entre em contato: Foto da Dra. Anna Luísa Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes CRM-GO 33.271 Instagram @dra.annaluisabf
Tags: Bem-Estarqualidade de vidaSaúde
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