A Constipação Crônica, muitas vezes banalizada, é um problema que pode afetar profundamente a qualidade de vida dos indivíduos. É comum que a solução proposta seja simplesmente aumentar a ingestão de água e fibras. No entanto, para aqueles que convivem com a condição de forma permanente, essa abordagem não é sempre suficiente.
De acordo com um guia recente da Associação Britânica de Nutricionistas e Dietistas, a Constipação Crônica pode interferir no bem-estar geral, afetando humor, produtividade e até mesmo o sono. Esse documento, baseado em uma análise robusta de diversos ensaios clínicos, busca compreender melhor o papel da alimentação na gestão desse problema.
Quais são as recomendações alimentares mais eficazes?
O guia apresenta diretrizes dietéticas específicas que fogem das recomendações próprias. O foco está em identificar alimentos e suplementos que verdadeiramente contribuem para aliviar os sintomas da constipação de maneira substancial. Dentre essas recomendações, destaca-se o uso do psyllium, uma fibra que se origina da casca da semente da planta Plantago ovata. É considerado o padrão-ouro entre os suplementos de fibra, quando ingerido em doses de 10 g por dia.
A fruta kiwi também recebe destaque. Consumir duas unidades por dia durante quatro semanas melhora a consistência das fezes e a regularidade da evacuação, devido às suas fibras solúveis e enzimas que incentivam o trânsito intestinal.

Qual a importância do magnésio na Constipação Crônica?
Outro ponto relevante nas diretrizes é o papel do magnésio. Presente em diversos alimentos como verduras de folhas escuras e grãos integrais, o mineral contribui significativamente para a função intestinal. O suplemento de óxido de magnésio é apontado como mais eficaz do que o leite de magnésia. Além disso, águas minerais ricas em magnésio e sulfato também são recomendadas, já que auxiliam na amolecimento das fezes através de seu efeito osmótico.
Substituições alimentares que fazem a diferença
A troca do pão branco por pão de centeio é outra estratégia alimentar eficiente. Isso porque o centeio é rico em fibras fermentáveis que promovem a saúde da flora intestinal. Apesar de ser uma substituição benéfica, o consumo deve ser balanceado e controlado para ser sustentável.
Hábitos saudáveis e seu papel na saúde intestinal
Por fim, é essencial lembrar que a alimentação é apenas um dos fatores no combate à Constipação Crônica. A prática de atividades físicas, sono de qualidade e a redução do consumo de alimentos ultraprocessados são fundamentais para a manutenção de um intestino saudável. Na presença de dúvidas, a orientação de um profissional da saúde é sempre recomendada para abordar esse desafio de maneira eficaz.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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