Em uma medida preventiva significativa, o estado do Piauí declarou estado de emergência zoossanitária por um período de 180 dias após a confirmação de um caso de Febre Suína clássica em Porto, uma cidade situada cerca de 170 km de Teresina. Embora a doença não apresente riscos para a saúde humana, sua presença pode ameaçar gravemente a indústria suína, causando perda econômica e afetando o comércio de carne. As autoridades estaduais tomaram essa decisão baseando-se nos resultados do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, confirmando a presença do vírus. As ações de controle se concentram em restrições rigorosas na movimentação de animais e outros produtos que possam representar riscos, com operações de campo facilitadas por equipes técnicas especializadas.
O que é a Febre Suína clássica?
A Febre Suína clássica, também conhecida como peste suína clássica (PSC), é uma doença viral altamente contagiosa que afeta apenas suínos, tanto domésticos quanto selvagens. Apesar de sua virulência, ela não é considerada uma ameaça à saúde humana; no entanto, pode causar impactos econômicos massivos na produção suína e no comércio dessa carne. A rápida disseminação do vírus entre as populações suínas pode levar à necessidade de abate em massa para controlar surtos, aumentando ainda mais os prejuízos financeiros.

Como está sendo conduzido o controle da doença no Piauí?
Após a confirmação do caso de Febre Suína clássica, o governo do Piauí implementou um plano de ação que incluem ações preventivas e de contenção. Medidas básicas englobam a restrição da movimentação de suínos e produtos de origem suína nas regiões afetadas e arredores, a fim de conter a propagação do vírus. Além disso, a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) recebeu autorização para implementar diretrizes sanitárias abrangentes, empregando métodos de manejo integrado da doença, bem como utilizar produtos sanitários aprovados nacionalmente para combater a disseminação do vírus.
Quais os sintomas mais comuns da Febre Suína clássica?
- Hemorragia e febre alta (entre 40,5 e 42°C);
- Apatia e letargia entre os suínos afetados;
- Conjuntivite e lesões na pele;
- Lack of coordination (falta de coordenação motora);
- Mudanças na coloração das orelhas e articulações, que podem aparecer azuladas;
- Vômitos, diarreia e perda de apetite;
- Incidência de abortos em fêmeas gestantes;
- Nascimento de leitões natimortos ou com más formações;
- Comportamento de agrupamento em cantos e mortes ocorrendo geralmente após quatro a sete dias do início dos sintomas.
Qual é o papel da pesquisa e da tecnologia no combate à Febre Suína clássica?
Na luta contra a Febre Suína clássica, a pesquisa científica e a inovação tecnológica desempenham papéis cruciais. Diretrizes estabelecidas com base em estudos nacionais garantem que as estratégias de controle e manejo da doença sejam adequadas e eficazes. Produtos sanitários aprovados são utilizados cuidadosamente para erradicar o vírus enquanto as pesquisas continuam a avançar, proporcionando novas perspectivas para prevenção e tratamento no futuro. A constante atualização das práticas baseadas em evidências científicas assegura que as operações de resposta sejam guiadas pelos melhores padrões disponíveis.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










