A Síndrome de Guillain-Barré é um distúrbio autoimune raro que afeta o sistema nervoso periférico. Segundo dados do Ministério da Saúde, sua incidência anual é de um a quatro casos a cada 100 mil habitantes. Normalmente, este distúrbio ocorre quando o próprio sistema imunológico do corpo ataca os nervos periféricos, responsáveis pela comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. A doença pode ser desencadeada por uma infecção, sendo a bactéria Campylobacter jejuni uma das causas mais comuns.
Além da Campylobacter, outras infecções virais também estão associadas à síndrome, incluindo o zika vírus, dengue, chikungunya, sarampo e influenza A. A manifestação da doença costuma acontecer semanas após a infecção primária, momento em que o sistema imunológico começa a atacar erroneamente os nervos. Este ataque pode levar a uma série de sintomas diversos, que variam de acordo com a pessoa afetada.
Quais são os principais sintomas da síndrome?
Os sintomas da Síndrome de Guillain-Barré são notoriamente variados, mas frequentemente começam com uma sensação de formigamento e dormência. Estas sensações geralmente iniciam nos pés e nas pernas, podendo progredir para os braços, mãos e até mesmo para o tórax. Paralelamente, os pacientes podem experimentar fraqueza muscular progressiva, uma vez que os nervos danificados começam a falhar em suas transmissões.

Além dos sintomas iniciais mencionados, outras manifestações da síndrome incluem sonolência, confusão mental, perda da coordenação muscular, visão dupla e tremores. Esse espectro de sintomas pode complicar o diagnóstico inicial, pois eles também são comumente atribuídos a outras condições de saúde.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré frequentemente envolve uma série de exames clínicos e laboratoriais. Testes de condução nervosa e eletromiografia são usados para examinar a função dos nervos e identificar qualquer dano. O histórico clínico do paciente, incluindo infecções recentes, também é uma peça chave no processo diagnóstico.
O tratamento da síndrome visa reduzir a progressão dos sintomas e apoiar a recuperação dos nervos. A plasmaférese e a imunoglobulina intravenosa são tratamentos comuns, conhecidos por ajudar a aliviar o ataque do sistema imunológico aos nervos. Em casos severos, a fisioterapia é crucial para ajudar pacientes a recuperarem a força muscular e melhorarem a mobilidade.
Quais são as perspectivas de recuperação?
A recuperação da Síndrome de Guillain-Barré varia significativamente de pessoa para pessoa, mas muitos indivíduos conseguem se recuperar totalmente com o tratamento adequado. O tempo de recuperação pode variar de semanas a meses, ou até mesmo anos, dependendo da gravidade do caso. Durante o processo de recuperação, é essencial que os pacientes recebam cuidados de suporte contínuo, incluindo fisioterapia e acompanhamento médico.
Embora a Síndrome de Guillain-Barré seja uma condição rara, seu impacto pode ser severo, razão pela qual o diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para melhorar as chances de recuperação. Com o apoio médico certo e a continuidade dos cuidados, muitos pacientes conseguem retornar a uma vida normal após a recuperação.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










