Roer unhas, conhecida como Onicofagia, é um comportamento comum que costuma surgir como resposta a fatores emocionais como estresse, ansiedade ou tédio. Quando não é identificado e manejado desde cedo, tende a se tornar um hábito persistente que acompanha a pessoa da infância à vida adulta, afetando tanto a aparência das mãos quanto a saúde geral.
Esse comportamento se baseia na busca de alívio rápido para a tensão emocional, oferecendo uma sensação momentânea de conforto. No entanto, os danos cumulativos podem incluir infecções, problemas dentários e até vergonha social, tornando a onicofagia uma questão que exige atenção e, muitas vezes, intervenção especializada.
Quais riscos o hábito de roer unhas traz à saúde?
Roer unhas não é apenas um problema estético; trata-se de um hábito que pode comprometer seriamente a saúde. A Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para o risco de paroníquia, uma infecção bacteriana dolorosa nas margens da unha, favorecida pelo contato constante das mãos com a boca.
Além das infecções locais, a onicofagia pode causar desgaste do esmalte dental, desalinhamento dos dentes e maior chance de problemas na articulação temporomandibular. Microrganismos presentes nas unhas também podem ser ingeridos, aumentando o risco de infecções gastrointestinais e outras doenças oportunistas.
Para compreender melhor as causas e os impactos do hábito de roer unhas, assista ao vídeo a seguir, no qual o Dr. Drauzio Varella explica o assunto de forma clara e didática no canal Drauzio Varella.
Como é possível parar de roer as unhas?
Superar a onicofagia requer uma combinação de estratégias práticas, voltadas tanto à redução do impulso quanto à substituição do hábito por comportamentos mais saudáveis. Manter as unhas curtas e limpas é um passo inicial importante para reduzir estímulos visuais e táteis que favorecem o ato de roê-las.
Produtos específicos, como esmaltes de sabor amargo, funcionam como bloqueadores imediatos, interrompendo o ciclo automático de levar as mãos à boca. Manter as mãos ocupadas com objetos, como bolinhas antiestresse ou massinhas de modelar, ajuda a redirecionar a tensão emocional para ações menos prejudiciais e fortalece atitudes de autocuidado. Veja a tabela a seguir:
💅✨ Estratégias para Superar a Onicofagia
| Estratégia | Como ajuda |
|---|---|
| Unhas curtas e limpas | Manter as unhas curtas e bem cuidadas reduz estímulos visuais e táteis que favorecem o ato de roê-las. |
| Esmaltes de sabor amargo | Funcionam como bloqueadores imediatos, interrompendo o ciclo automático de levar as mãos à boca. |
| Mãos ocupadas | Utilizar bolinhas antiestresse ou massinhas de modelar ajuda a redirecionar a tensão emocional para ações menos prejudiciais. |
| Fortalecimento do autocuidado | Substituir o hábito por comportamentos mais saudáveis reforça atitudes positivas e aumenta a consciência sobre o impulso. |
💡 Dica: Combinar estratégias práticas com atenção aos gatilhos emocionais aumenta as chances de sucesso.
Quais estratégias são mais efetivas para superar a onicofagia?
Identificar gatilhos emocionais é fundamental para conter o impulso de roer as unhas e prevenir recaídas. Reconhecer situações de ansiedade, tédio ou nervosismo em que o hábito ocorre permite planejar respostas alternativas, como pausas rápidas para respiração profunda ou caminhadas curtas.
Alguns recursos práticos podem ser incorporados à rotina para reforçar o controle do hábito e valorizar o cuidado com as mãos, como:
- Usar luvas ou curativos em dedos mais afetados em momentos de maior ansiedade.
- Investir em sessões regulares de manicure para reforçar o cuidado estético e o bem-estar.
- Estabelecer metas semanais de não roer unhas, registrando progressos em um diário ou aplicativo.
- Combinar recompensas simples para cada período alcançado sem roer, fortalecendo a motivação.

Como lidar com a onicofagia relacionada à ansiedade?
Quando o hábito de roer unhas está fortemente associado à ansiedade ou a crises emocionais, buscar suporte psicológico pode ser a abordagem mais eficaz. A terapia ajuda a compreender emoções subjacentes, desenvolver estratégias de enfrentamento e substituir o ato de roer as unhas por respostas mais saudáveis ao estresse cotidiano.
A persistência é essencial no combate à onicofagia, pois recaídas podem ocorrer ao longo do processo. Implementar gradualmente diferentes estratégias, reconhecer pequenas conquistas e, quando necessário, contar com apoio profissional contribui para resultados duradouros e para uma melhora significativa na saúde, na autoestima e na qualidade de vida.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271








