O acesso a tratamentos hormonais para homens e adolescentes com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é uma medida significativa tomada pelo Ministério da Saúde, visando facilitar o acesso à testosterona, promover melhor qualidade de vida e reduzir complicações associadas ao déficit hormonal.
Qual o impacto do hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico?
Essa condição clínica pode ter efeitos significativos sobre o corpo masculino e o bem-estar geral. Nos adultos, os sintomas mais comuns incluem redução da libido, infertilidade, perda de massa muscular e diminuição da força física, além de possível impacto emocional, como baixa autoestima e fadiga.
Em adolescentes do sexo masculino, a condição pode resultar em atraso ou ausência de mudanças físicas que geralmente ocorrem durante a puberdade, afetando o desenvolvimento sexual e físico. Também pode comprometer o crescimento, a densidade óssea e o desenvolvimento adequado de características sexuais secundárias.
Qual a importância da testosterona para a saúde?
A testosterona desempenha papel crucial no desenvolvimento masculino, sendo o principal hormônio sexual. Ela é responsável por características como o engrossamento da voz, o crescimento de pelos, o aumento dos genitais durante a puberdade e a manutenção da função sexual na vida adulta.
Além de influenciar o desejo sexual, ela contribui para a produção de esperma, fortalecimento ósseo e muscular, distribuição de gordura no corpo e bem-estar metabólico. Mulheres também produzem essa substância, mas em menor quantidade, auxiliando na saúde óssea, muscular e reprodutiva.

Como será feito a implementação do tratamento com testosterona no SUS?
A incorporação ao SUS dos medicamentos undecilato de testosterona, cipionato de testosterona e uma combinação de quatro ésteres de testosterona foi anunciada recentemente. Esses tratamentos são voltados para adultos masculinos diagnosticados com hipogonadismo hipogonadotrófico, caracterizado pela falha na produção de testosterona devido à subprodução dos hormônios que estimulam sua secreção.
Mesmo com a publicação da portaria, a implementação e distribuição dos medicamentos no SUS não serão imediatas. O Ministério da Saúde tem um prazo de até 180 dias para organizar e disponibilizar os medicamentos na rede pública, conforme avaliação técnica e econômica da Conitec.
Quais os critérios de acesso ao tratamento no SUS?
O tratamento será restrito a pacientes com diagnóstico clinicamente confirmado de hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, após avaliação por especialista e exames laboratoriais. O uso de testosterona para fins estéticos, ganho de massa muscular ou melhora de desempenho esportivo não é contemplado pela portaria.
Para deixar mais claro quem poderá se beneficiar do tratamento pelo SUS, destacam-se alguns pontos principais relacionados aos critérios e ao uso adequado dos medicamentos:
💉💙 Regras e Critérios para Uso de Terapia Hormonal
| Critério | Descrição |
|---|---|
| Diagnóstico Confirmado | Necessidade de avaliação por profissional habilitado, incluindo exame físico e exames hormonais para confirmação do diagnóstico. |
| Indicação Restrita | Uso indicado apenas para hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, excluindo causas funcionais ou transitórias. |
| Uso Não Permitido | Proibido para fins estéticos, ganho de massa muscular ou aumento de desempenho esportivo. |
| Acompanhamento Médico | Monitoramento regular para avaliar eficácia do tratamento, segurança e possíveis efeitos adversos. |
💡 Dica: O acompanhamento médico contínuo é fundamental para garantir que a terapia hormonal seja utilizada de forma segura e adequada às necessidades de cada paciente.
Quais os avanços no tratamento do hipogonadismo pelo SUS?
A inclusão desses medicamentos no SUS representa um avanço no tratamento do hipogonadismo no Brasil, proporcionando aos pacientes acesso a terapias hormonais essenciais para o equilíbrio hormonal, desenvolvimento adequado e melhora da qualidade de vida.
Essa ação reafirma o compromisso do SUS em ampliar o acesso a cuidados médicos especializados, baseados em evidências científicas e em critérios de custo-efetividade, fortalecendo a integralidade da atenção à saúde masculina e de adolescentes com essa condição.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










