Quem só conhece Rondonópolis pelas placas de soja e pelos caminhões da BR-163 não imagina o que existe a uma hora de carro do centro. A cidade do sul do Mato Grosso guarda um complexo de quedas d água que poucos visitantes do agronegócio chegam a ver.
Por que o Complexo Carimã é o segredo dos rondonopolitanos?
O Complexo Turístico do Carimã reúne 9 cachoeiras em uma trilha leve de pouco mais de 1 km, no entorno do Parque Estadual Dom Osório Stoffel. O acesso fica a cerca de 55 km do centro de Rondonópolis pela BR-163, com entrada pela MT-471.
O lugar nasceu de um assentamento que se reorganizou para virar referência regional de ecoturismo. Os próprios moradores administram pousadas, restaurantes e a estrutura das trilhas, com sinalização cuidadosa em todo o percurso.

O parque estadual de 6.421 hectares que protege a água da região
O Parque Estadual Dom Osório Stoffel foi criado pelo Decreto Estadual 5.437 em 12 de novembro de 2002. A unidade de proteção integral abrange 6.421,69 hectares de Cerrado e leva o nome de um bispo diocesano que dedicou parte da vida à conservação ambiental.
O parque concentra mais de 280 espécies de árvores e cerca de 500 espécies de fauna, segundo levantamentos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT). A área funciona como berçário natural de peixes do Rio Vermelho e do Ribeirão Ponte de Pedra durante a piracema.
Este vídeo do canal “Casal Alencar” apresenta um guia completo para explorar São Thomé das Letras, em Minas Gerais, destacando o misticismo, as paisagens naturais e as curiosidades da região.
O que fazer na rota de cachoeiras escondidas?
A região oferece muito mais do que o Carimã. Quem reserva um final de semana consegue cobrir três circuitos diferentes saindo da cidade.
- Complexo Turístico do Carimã: 9 cachoeiras em trilha de 1,5 km, com camping, pousada simples e restaurante de comida caseira.
- Cachoeira do Gavião: queda de 20 metros a cerca de 15 km do Carimã, com restaurante e mirantes ao longo da trilha.
- Sítio Recanto Clara Antônio: várias quedas ao longo de 700 metros do Córrego São Miguel, com churrasqueiras e estrutura para piquenique.
- Rodovia do Peixe (MT-471): 25 km asfaltados que margeiam o Rio Vermelho, com pesqueiros, parques termais e vista para a Cidade de Pedra.
O sabor mato-grossense que cabe na bagagem
A cozinha de Rondonópolis mistura tradição pantaneira, cerrado e a influência sulista trazida pelas colônias agrícolas dos anos 1970. As feiras urbanas concentram boa parte da gastronomia popular, e o pastel rondonopolitano virou marca registrada da cidade.
- Pastel rondonopolitano: massa fina e recheio generoso, vendido nas feiras noturnas que abrem das 16h às 22h.
- Peixe na telha: pacu ou pintado fresco do Rio Vermelho, gratinado com queijo e ervas.
- Costela bovina no fogo de chão: prato comum nos restaurantes de fazenda do entorno do Carimã.
- Arroz boliviano: herança das fronteiras com o Centro-Oeste, leva carne moída, pimentão e ovo.

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Qual a melhor época para curtir as quedas?
O clima tropical da região tem duas estações bem definidas. A seca facilita as trilhas e abre o céu, enquanto a chuvosa enche as cachoeiras e deixa o Cerrado verde.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à cidade do bitrem e das cachoeiras?
Rondonópolis fica a 210 km de Cuiabá pela BR-163, no cruzamento com a BR-364. O Aeroporto Maestro Marinho Franco (ROO) recebe voos regionais.
De carro, o acesso a partir de Goiânia percorre cerca de 840 km pela BR-364, e de Campo Grande são aproximadamente 460 km pela BR-163. As principais atrações ficam em raio de 60 km do centro pela Prefeitura de Rondonópolis.
Vá conhecer a outra cara do interior do MT
A cidade que move o agronegócio brasileiro também sabe receber quem busca silêncio e água fria. Rondonópolis cabe num final de semana e surpreende quem chega esperando só lavoura.
Você precisa atravessar a BR-163 e descobrir as 9 cachoeiras do Carimã para entender que existe um outro Mato Grosso depois das placas de soja.










