Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Bem-Estar

A neurociência atesta que o consumo diário de ultraprocessados não causa apenas ganho de peso, eles bloqueiam silenciosamente a plasticidade cerebral, e reduzem a capacidade de foco em tarefas complexas durante o expediente

Por Paulo Custodio
28/05/2026
Em Bem-Estar
A neurociência atesta que o consumo diário de ultraprocessados não causa apenas ganho de peso, eles bloqueiam silenciosamente a plasticidade cerebral, e reduzem a capacidade de foco em tarefas complexas durante o expediente

A capacidade de foco é essencial para tarefas complexas no trabalho

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

O problema dos ultraprocessados plasticidade cerebral foco vai além da balança. Pesquisas em neurociência mostram que aditivos químicos e açúcar refinado presentes nesses alimentos interferem diretamente na neurotransmissão, comprometendo a atenção sustentada e a capacidade de executar tarefas complexas durante o expediente.

O que são ultraprocessados e o que os torna diferentes de outros alimentos?

A classificação NOVA, desenvolvida pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, divide os alimentos em quatro grupos conforme o grau de processamento industrial. Os ultraprocessados ocupam o topo: são formulações industriais com poucos ou nenhum alimento inteiro na composição, ricas em aditivos como emulsificantes, corantes, aromatizantes e adoçantes artificiais.

O que os diferencia não é apenas o valor calórico, mas a densidade de substâncias que o organismo humano nunca processou ao longo da evolução. Esse conjunto de compostos cria respostas metabólicas e neurológicas que alimentos minimamente processados não provocam.

Exercícios simples de respiração que ajudam você a comer menos
A neurociência atesta que o consumo diário de ultraprocessados – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Como o açúcar refinado afeta a neurotransmissão e o desempenho cognitivo?

O consumo elevado de açúcar refinado provoca picos e quedas rápidas de glicose no sangue. Durante a queda, o cérebro entra em estado de baixa disponibilidade energética, reduzindo a síntese de acetilcolina, neurotransmissor diretamente associado à memória de trabalho e à atenção sustentada.

Estudos indicam que dietas com alto índice glicêmico estão associadas à redução do volume do hipocampo, região cerebral central para aprendizado e consolidação de memória. O efeito é cumulativo: não é uma refeição que compromete o foco, mas o padrão alimentar repetido ao longo de semanas e meses.

De que forma os aditivos químicos interferem na plasticidade cerebral?

A plasticidade cerebral é a capacidade do cérebro de reorganizar conexões neurais em resposta a experiências, aprendizado e demandas cognitivas. Ela depende de um processo molecular chamado potenciação de longa duração, que exige disponibilidade adequada de BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro).

Pesquisas publicadas pelo Harvard Health Publishing apontam que dietas ricas em gorduras trans, emulsificantes industriais e adoçantes artificiais reduzem os níveis circulantes de BDNF. Com menos BDNF disponível, o cérebro perde capacidade de formar novas conexões, comprometendo o aprendizado, a adaptação e o desempenho em tarefas que exigem raciocínio não rotineiro.

Quais mecanismos explicam a redução do foco durante o expediente?

Três mecanismos operam simultaneamente em quem consome ultraprocessados com frequência. O primeiro é a inflamação sistêmica de baixo grau, provocada por aditivos que alteram a microbiota intestinal e aumentam a permeabilidade da barreira hematoencefálica, permitindo a passagem de compostos inflamatórios ao tecido cerebral.

Os outros dois mecanismos são:

  • Desregulação dopaminérgica: ultraprocessados ativam o sistema de recompensa de forma intensa e rápida, similar a substâncias de abuso. Com o tempo, o circuito dopaminérgico se dessensibiliza, exigindo estímulos maiores para manter o estado de alerta e tornando tarefas cognitivas longas subjetivamente mais áridas.
  • Disrupção do eixo intestino-cérebro: emulsificantes como carboximetilcelulose e polissorbato 80 alteram a composição da microbiota intestinal, reduzindo a produção de precursores de serotonina e GABA, neuromoduladores que regulam humor, ansiedade e capacidade de concentração.

Quem deseja fazer escolhas alimentares mais conscientes, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Panelinha, que conta com mais de 7.309 visualizações, onde é mostrada a definição real e os riscos associados ao consumo de alimentos ultraprocessados:

Existe um limiar de consumo a partir do qual os efeitos cognitivos aparecem?

Ensaios clínicos sugerem que os efeitos sobre cognição e humor começam a ser mensuráveis após 4 semanas de consumo diário elevado, definido como ultraprocessados respondendo por mais de 20% das calorias totais ingeridas. Abaixo desse patamar, o impacto é atenuado pela capacidade de compensação metabólica do organismo.

O dado relevante para o contexto profissional é que a maioria dos trabalhadores brasileiros que consome ultraprocessados regularmente ultrapassa esse limiar sem perceber, já que lanches industrializados, refrigerantes e refeições prontas durante o expediente somam facilmente mais de um terço das calorias diárias.

Leia também: Comer feijão no dia a dia ajuda muito no combate à anemia, mas o benefício real da absorção do ferro só aparece se a refeição for acompanhada de uma fonte de vitamina C, como um pouco de limão

Leia Também

A psicologia afirma que as pessoas que conversam consigo mesmas possuem uma poderosa capacidade

A psicologia afirma que as pessoas que conversam consigo mesmas possuem uma poderosa capacidade

24/05/2026
Estudos mostram que pessoas que faziam anotações à mão com frequência estavam fortalecendo o que hoje é conhecido como retenção de memória a longo prazo

Estudos mostram que pessoas que faziam anotações à mão com frequência estavam fortalecendo o que hoje é conhecido como retenção de memória a longo prazo

24/05/2026
O significado filosófico e prático da máxima de Confúcio sobre constância

Frase do dia de Confúcio, “Não importa quão devagar você vá, desde que não pare”

23/05/2026
Por que sonhamos segundo a ciência

Sonhos: a ciência sabe, e explica porque os vemos

23/05/2026

O que a neurociência recomenda para reverter os efeitos no cérebro?

A boa notícia é que a plasticidade cerebral comprometida por dieta inadequada responde relativamente rápido à mudança alimentar. Estudos em neurologia nutricional indicam melhora mensurável em marcadores cognitivos após 8 a 12 semanas de dieta baseada em alimentos minimamente processados, com aumento nos níveis de BDNF e redução dos marcadores inflamatórios cerebrais.

A substituição não precisa ser radical para produzir efeito. Reduzir ultraprocessados nas refeições centrais do dia de trabalho, priorizando alimentos com gorduras saudáveis, fibras e proteínas integrais, já altera o perfil de neurotransmissão nas horas seguintes. O cérebro é sensível ao que se come no café da manhã e no almoço de formas que a produtividade do período da tarde reflete com precisão surpreendente.

Tags: cogniçãoFocoNeurociênciaultraprocessados
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

A neurociência atesta que o consumo diário de ultraprocessados não causa apenas ganho de peso, eles bloqueiam silenciosamente a plasticidade cerebral, e reduzem a capacidade de foco em tarefas complexas durante o expediente

A neurociência atesta que o consumo diário de ultraprocessados não causa apenas ganho de peso, eles bloqueiam silenciosamente a plasticidade cerebral, e reduzem a capacidade de foco em tarefas complexas durante o expediente

28/05/2026
O melhor horário do dia para correr e melhorar o rendimento sem aumentar o cansaço, segundo a ciência

O melhor horário do dia para correr e melhorar o rendimento sem aumentar o cansaço, segundo a ciência

28/05/2026
Vocabulário Ortográfico Oficial (3)

“Presidenta” existe ou não existe, o termo legítimo mas que muita gente tem medo de usar

28/05/2026
Por que especialistas estão trocando o piso de cerâmica tradicional pelo microcimento: a vantagem na limpeza e na velocidade de aplicação

Por que especialistas estão trocando o piso de cerâmica tradicional pelo microcimento: a vantagem na limpeza e na velocidade de aplicação

28/05/2026
café da manhã prejudicial

Os alimentos que deveriam ser proibidos no café da manhã

28/05/2026
Os casamentos mais sólidos nem sempre foram os cheios de grandes provas de amor — foram os construídos em gestos previsíveis de respeito nos dias mais comuns

Os casamentos mais sólidos nem sempre foram os cheios de grandes provas de amor — foram os construídos em gestos previsíveis de respeito nos dias mais comuns

28/05/2026
  • Sample Page
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados