O ThetaHealing emerge como uma prática terapêutica alternativa que integra técnicas de meditação, visualização e filosofia espiritual, sem vínculos diretos com religiões. Criada pela naturopata Vianna Stibal em 1995, essa abordagem sugere que, ao acessar ondas cerebrais theta, é possível modificar crenças limitantes, promovendo autoconhecimento e bem-estar emocional. Contudo, é essencial destacar que não existem evidências científicas robustas que comprovem a segurança ou eficácia desse método, o que o coloca no rol de terapias complementares, sem substituir tratamentos médicos convencionais.
A origem do ThetaHealing está associada à experiência pessoal de sua criadora, que relata a utilização de métodos de leitura intuitiva durante o tratamento de uma condição de saúde. A proposta central da técnica é acessar o estado cerebral theta através da meditação profunda. Ondas theta medem entre 4 e 7 Hz, ocorrendo naturalmente em momentos de relaxamento ou sono leve, e acredita-se que permitem o acesso ao subconsciente, facilitando o trabalho sobre emoções e padrões de pensamento.
Para que serve o ThetaHealing?
Os defensores do ThetaHealing afirmam que a prática pode ajudar em diversas áreas da vida, desde a melhoria de questões emocionais até o enfrentamento de desafios sociais e econômicos. Algumas das principais indicações incluem lidar com a ansiedade, estresse, dificuldades em relacionamentos e problemas profissionais.
Embora praticantes relatem benefícios no bem-estar emocional, é vital entender que tais resultados carecem de validação científica consistente. Nesse sentido, o ThetaHealing deve ser usado apenas como complemento a tratamentos convencionais, nunca como substituto para acompanhamento médico ou psicológico adequado.

Como funciona uma sessão de ThetaHealing?
Um terapeuta certificado geralmente conduz a sessão de ThetaHealing em duas etapas, começando por uma conversa dirigida para identificar padrões negativos presentes na vida do cliente. A partir daí, são explorados aspectos ligados à saúde, relacionamentos ou ambiente de trabalho, buscando crenças limitantes e emoções associadas.
Na etapa seguinte, a pessoa é guiada por uma meditação profunda, permitindo explorar mais diretamente essas crenças enraizadas no subconsciente. A técnica conhecida como “digging” visa substituir pensamentos negativos por outros mais positivos, sempre com a permissão do cliente e dentro de um clima de colaboração e introspecção.
Para compreender melhor o ThetaHealing, assista ao vídeo a seguir, no qual o canal MEDICAL TV explica o assunto de forma clara e didática.
O que são as ondas cerebrais theta?
Ondas cerebrais são padrões de atividade elétrica neural, categorizadas conforme sua frequência em hertz, e se relacionam a diferentes estados mentais. As ondas theta, especificamente, estão presentes durante a fase REM do sono e em estados de meditação profunda, sendo frequentemente associadas à criatividade, intuição e relaxamento profundo.
No contexto do ThetaHealing, alega-se que a técnica poderia promover o aumento dessas ondas, facilitando o acesso ao subconsciente. No entanto, estudos científicos não corroboram tal afirmação; uma pesquisa publicada no PubMed, por exemplo, não detectou aumento de atividade theta durante sessões dessa prática terapêutica. Veja na tabela a seguir:
🧠✨ Ondas Cerebrais e Estados Mentais
| Tipo de Onda | Frequência (Hz) | Estado Mental Associado | Observações |
|---|---|---|---|
| Delta | 0,5 – 4 | Sono profundo e regeneração física | Predominante em sono sem sonhos (NREM) |
| Theta | 4 – 8 | Meditação profunda, fase REM e relaxamento intenso | Associada à criatividade e intuição; foco do método ThetaHealing |
| Alpha | 8 – 13 | Relaxamento leve e atenção tranquila | Comum em repouso e transição entre vigília e sono |
| Beta | 13 – 30 | Atenção, raciocínio e atividade mental intensa | Predominante em vigília e situações de estresse |
| Gama | 30 – 100 | Cognição elevada e processamento de informações | Relacionada à consciência ampliada e aprendizado |
💡 Dica: Embora o ThetaHealing afirme estimular as ondas theta, estudos científicos publicados no PubMed não comprovaram aumento significativo dessa atividade cerebral durante a prática.
Quais são as limitações e considerações sobre o ThetaHealing?
É importante ressaltar que o ThetaHealing não é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina no Brasil e falta embasamento científico que sustente seus efeitos positivos. A prática se baseia principalmente em crenças espirituais e experiências subjetivas, sem suporte de metodologia científica validada até o momento.
Pessoas buscando suporte para questões de saúde mental ou física devem procurar profissionais de saúde qualificados, como médicos e psicólogos. De forma complementar, alguns optam por explorar o ThetaHealing como prática de autoconhecimento, considerando pontos como:
- Uso apenas como terapia complementar, não substituindo tratamentos convencionais.
- Consciência de que resultados são baseados em relatos pessoais e subjetivos.
- Busca por terapeutas com formação séria e postura ética na condução das sessões.
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










