A Coqueluche, ou tosse comprida, é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis. Afeta predominantemente crianças, mas não poupa adolescentes e adultos. Nas primeiras etapas, manifesta-se como um resfriado comum e, em poucos dias, evolui para uma tosse severa e contínua. Como é uma doença altamente contagiosa, o reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para interromper a cadeia de transmissão.
A transmissão ocorre através de gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Ambientes fechados e mal ventilados, como creches e escolas, aumentam o risco de disseminação. Adultos assintomáticos podem ser fontes silenciosas de infecção para lactentes, grupo altamente vulnerável devido a um esquema de vacinação ainda incompleto.
Sintomas e Fatores de Risco
Além da bactéria, fatores como falta de vacinação e contato próximo com infectados elevam o risco de contrair a doença. A progressão dos sintomas é dividida em fases: a fase catarral, com sintomas leves como coriza e tosse discreta; a fase paroxística, marcada por episódios de tosse intensos; e a fase de convalescença, na qual a tosse persiste, mas com menor intensidade.
Bebês podem apresentar sinais menos típicos, como pausas respiratórias e dificuldade para mamar. Gestantes e pessoas com problemas imunológicos constituem outros grupos de risco, necessitando de atenção especial para evitar complicações respiratórias graves.

Qual é o tratamento mais eficaz para a Coqueluche?
O tratamento principal envolve o uso de antibióticos para reduzir a contagiosidade e a severidade da infecção. Quando administrados precocemente, esses medicamentos são eficazes em acelerar a recuperação e prevenir a propagação. Em casos graves, especialmente em bebês, pode ser necessária a hospitalização para monitoramento e suporte respiratório.
Uma abordagem abrangente inclui também cuidados como a hidratação adequada e a manutenção de um ambiente livre de fumaça. Alimentação fracionada pode ajudar a minimizar os riscos de vômitos após os acessos de tosse.
Prevenção: A Vacina e Outras Medidas
A melhor forma de prevenir a Coqueluche é garantir a vacinação em dia conforme os calendários de imunização nacionais. A vacina contra Coqueluche é administrada junto com outras vacinas durante a infância e requer doses de reforço. É recomendada também para gestantes em cada gravidez, assegurando a transferência de anticorpos ao recém-nascido.
Além disso, medidas como higienização frequente das mãos e ventilação adequada dos espaços são fundamentais para reduzir a transmissão. A avaliação médica é indispensável frente a uma tosse persistente, principalmente em crianças sem diagnóstico claro.
Importância da Conscientização
O conhecimento sobre as causas, sintomas e métodos de prevenção da Coqueluche é vital para reduzir sua incidência e proteger especialmente os mais suscetíveis, como bebês e pessoas com condições de saúde já comprometidas. Com a vacinação e medidas preventivas, é possível controlar surtos e diminuir o impacto dessa doença em populações vulneráveis.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









