Durante a Gravidez, a segurança alimentar é uma preocupação fundamental, pois determinados alimentos podem oferecer riscos significativos tanto para a mãe quanto para o feto em desenvolvimento, já que patógenos e toxinas podem atravessar a barreira placentária e causar infecções e complicações graves.
Por que carnes cruas ou malpassadas são perigosas na gravidez?
Entre os alimentos mais arriscados estão as carnes cruas ou malpassadas, que são fontes comuns de parasitas como o Toxoplasma gondii e bactérias como a Listeria monocytogenes. Estes agentes podem causar complicações sérias, incluindo danos neurológicos ao bebê e abortos espontâneos.
Por isso, recomenda-se que todas as carnes consumidas durante a gravidez atinjam uma temperatura interna segura, suficiente para eliminar esses patógenos. Também é importante evitar degustar preparações cruas durante o preparo, como carnes moídas ou recheios ainda não totalmente cozidos.
Para compreender melhor os riscos do consumo de carne crua na gravidez, assista ao vídeo a seguir, no qual a Thais Pires explica o assunto de forma clara e didática no canal Nutri Thais Pires | Mulheres com Mioma & Gestantes.
Por que peixes de grande porte devem ser evitados na gestação?
Peixes de grande porte, como cação e peixe-espada, acumulam altos níveis de mercúrio, uma neurotoxina que pode afetar o desenvolvimento do sistema nervoso fetal. O mercúrio atravessa facilmente a barreira placentária e pode causar danos permanentes ao cérebro e a outros órgãos vitais do bebê.
Durante a gestação, recomenda-se priorizar peixes com menor teor de mercúrio, como salmão, sardinha e tilápia, que ainda oferecem os benefícios dos ácidos graxos ômega-3. Deve-se evitar o consumo frequente de espécies grandes e predadoras, especialmente em preparações cruas.
Quais alimentos exigem maior atenção durante a gravidez?
Além das carnes cruas e peixes de grande porte, outros alimentos podem aumentar o risco de infecções ou exposição a substâncias nocivas na gestação. Abaixo estão alguns exemplos importantes que exigem atenção especial no dia a dia da gestante:
- Queijos de pasta mole como Brie e Camembert não pasteurizados, que podem abrigar Listeria.
- Bebidas alcoólicas, pois o álcool é um teratógeno conhecido e pode causar Síndrome Alcoólica Fetal.
- Cafeína em doses elevadas, associada a maior risco de restrição de crescimento fetal e abortos espontâneos.
- Ovos crus e brotos crus, que podem ser veículos de Salmonella e E. coli, respectivamente.
Como a higienização correta dos alimentos previne riscos?
A higienização correta dos alimentos e a prevenção da contaminação cruzada são fundamentais para a segurança alimentar durante a gravidez. Isso reduz a carga de microrganismos patogênicos presentes em vegetais, frutas e superfícies de preparo dos alimentos.
O Manual de Boas Práticas de Manipulação de Alimentos da ANVISA recomenda a imersão de vegetais em soluções de hipoclorito de sódio e a separação de utensílios e tábuas para alimentos crus e cozidos. Essas medidas ajudam a evitar a transferência de patógenos de alimentos crus para preparações prontas para consumo.

Como a cafeína pode afetar o feto durante a gestação?
A cafeína é uma substância que atravessa a placenta e se acumula no feto, que ainda não possui capacidade plena de metabolização hepática. Estudos associam o consumo elevado de cafeína a maior risco de abortos espontâneos e possíveis alterações no crescimento fetal.
Recomenda-se que gestantes limitem o consumo diário para menos de 200 mg de cafeína, equivalente a aproximadamente duas xícaras de café filtrado. É importante atentar também para fontes ocultas de cafeína, como chás escuros, refrigerantes à base de cola e algumas bebidas energéticas.
Em suma, a alimentação durante a gravidez deve ser cuidadosamente planejada para garantir a saúde e o desenvolvimento adequado do feto, com atenção especial à escolha e ao preparo dos alimentos. A consulta regular com um profissional de saúde qualificado oferece orientações personalizadas e seguras, ajudando a gestante a adotar hábitos alimentares que apoiem uma gestação saudável.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










