Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Entretenimento

Árvore do vizinho passou para o seu terreno: você pode cortar galhos e raízes? O que diz o Código Civil

Por Bruno Vaz
29/08/2026
Em Entretenimento
árvore do vizinho

A regra está no art. 1.283 do Código Civil, disponível no texto oficial da Lei 10.406/2002 no Planalto.

Galhos e raízes da árvore do vizinho avançaram sobre o seu terreno e começaram a causar incômodo ou dano. Em regra, sim: o Código Civil permite o corte da parte que ultrapassou a divisa, mas esse direito tem limites e pode conviver com regras ambientais e municipais.

O que diz a lei

A regra está no art. 1.283 do Código Civil, disponível no texto oficial da Lei 10.406/2002 no Planalto. O dispositivo estabelece que raízes e ramos de árvore que ultrapassarem a estrema — isto é, a linha de divisa entre os imóveis — podem ser cortados pelo proprietário do terreno invadido até o plano vertical divisório. Na prática, a autorização alcança somente a parte que entrou no imóvel; ela não permite avançar para dentro do terreno vizinho nem cortar o tronco por conta própria.

O mesmo capítulo do Código Civil traz regras que ajudam a entender a situação. Pelo art. 1.282, se o tronco estiver exatamente na linha divisória, a árvore é presumida comum aos dois proprietários. Já o art. 1.284 estabelece que os frutos que caem naturalmente no terreno vizinho pertencem ao dono do solo onde caíram, quando se tratar de propriedade particular. Essas disposições fazem parte dos chamados direitos de vizinhança.

árvore do vizinho
Galhos e raízes da árvore do vizinho avançaram sobre o seu terreno e começaram a causar incômodo ou dano.

Quando a situação muda

O direito previsto no Código Civil não significa que qualquer poda possa ser feita de qualquer forma. Normas ambientais e administrativas podem impor procedimentos técnicos, comunicação prévia ou autorização, especialmente quando a intervenção compromete a estabilidade da árvore, envolve vegetação protegida ou está sujeita a regras locais de arborização. Por isso, antes de uma poda relevante, é recomendável verificar as normas do município onde está localizado o imóvel.

As regras podem variar entre cidades. Em São Paulo, por exemplo, a Lei Municipal 17.794/2022 admite a poda dos galhos que ultrapassam a linha divisória pelo proprietário do lote vizinho, mas exige que não haja prejuízo ao equilíbrio da árvore e que sejam observados os procedimentos municipais aplicáveis. Essa norma não vale automaticamente para todo o Brasil, mas demonstra por que o Código Civil deve ser analisado junto da legislação local.

Na prática
Situação O que muda
Galhos ou raízes da árvore do vizinho invadem o seu imóvel Em regra, a legislação permite o corte da parte que ultrapassou a divisa até o plano vertical divisório, desde que respeitadas as normas ambientais e municipais.
O tronco da árvore está localizado exatamente sobre a linha divisória A árvore é presumida pela lei como propriedade comum a ambos os vizinhos.
Frutos da árvore vizinha caem naturalmente no seu terreno particular A legislação estabelece que os frutos pertencem ao proprietário do solo onde caíram.
Risco de acidente comprovado por laudo técnico sem resposta do órgão ambiental em 45 dias A regra federal admite a realização da intervenção sob autorização tácita nos termos da legislação ambiental vigente.
Base Legal: Arts. 1.282, 1.283 e 1.284 do Código Civil (Lei 10.406/2002); art. 49 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998, com alteração da Lei 15.299/2025); e legislações municipais aplicáveis (ex.: Lei 17.794/2022 de São Paulo).
A aplicação da legislação pode variar conforme os fatos específicos e provas de cada caso concreto.

Leia também: Morador aproveita viagem do vizinho para construir uma garagem encostada na divisa e ultrapassa a altura do muro permitido em 1,5 metro; na volta, o vizinho prejudicado aciona a prefeitura por infração de posturas e exige a demolição da obra irregular

Leia Também

Família compra uma casa e descobre, depois da mudança, que o portão da garagem precisa permanecer aberto para permitir a passagem de um vizinho até os fundos; a existência de um antigo direito de passagem passa a ser investigada

Família compra uma casa e descobre, depois da mudança, que o portão da garagem precisa permanecer aberto para permitir a passagem de um vizinho até os fundos; a existência de um antigo direito de passagem passa a ser investigada

16/10/2026
Família descobre que a árvore plantada pelo avô há mais de 30 anos está levantando o piso da garagem vizinha; o proprietário prejudicado exige o corte, mas os moradores querem preservar a árvore

Família descobre que a árvore plantada pelo avô há mais de 30 anos está levantando o piso da garagem vizinha; o proprietário prejudicado exige o corte, mas os moradores querem preservar a árvore

15/10/2026
Pai permite que o filho adulto construa uma casa no terreno da família e, após uma briga, exige que ele desocupe o local; o filho apresenta comprovantes de R$ 180 mil gastos na construção e se recusa a sair sem indenização

Pai permite que o filho adulto construa uma casa no terreno da família e, após uma briga, exige que ele desocupe o local; o filho apresenta comprovantes de R$ 180 mil gastos na construção e se recusa a sair sem indenização

15/10/2026
Moradora compra apartamento com vaga de garagem anunciada como privativa e descobre que o espaço é utilizado há anos pelo síndico para guardar equipamentos do condomínio; o conflito chega à assembleia

Moradora compra apartamento com vaga de garagem anunciada como privativa e descobre que o espaço é utilizado há anos pelo síndico para guardar equipamentos do condomínio; o conflito chega à assembleia

15/10/2026

Um exemplo prático

Considere uma situação hipotética: uma árvore está inteiramente plantada no terreno ao lado, mas alguns galhos avançam sobre o quintal vizinho e encostam no telhado. Pelo art. 1.283 do Código Civil, o proprietário do imóvel atingido pode, em princípio, cortar os galhos que ultrapassaram a divisa, limitando a intervenção ao plano vertical que separa os dois terrenos.

Se, porém, a retirada desses galhos exigir uma poda intensa capaz de desequilibrar a árvore ou atingir partes localizadas no imóvel vizinho, a situação muda. Nesse caso, o caminho mais seguro é documentar o problema, conversar com o proprietário da árvore e consultar o órgão municipal responsável pela arborização ou meio ambiente. Quando existir possível risco estrutural, a avaliação de empresa ou profissional habilitado também pode ser importante.

O detalhe que costuma gerar discussão

Um erro comum é interpretar o art. 1.283 como autorização para “resolver o problema” cortando a árvore inteira. A lei não diz isso. O direito conferido ao proprietário é de cortar raízes e ramos que ultrapassaram a divisa, somente até essa linha. Além disso, o art. 49 da Lei de Crimes Ambientais trata como crime destruir, danificar, lesar ou maltratar plantas de ornamentação em propriedade privada alheia. Exceder os limites legais e causar dano pode, conforme o caso concreto, gerar responsabilidade civil ou repercussões ambientais.

Há ainda uma mudança recente. A Lei 15.299/2025 acrescentou uma hipótese específica à Lei de Crimes Ambientais: quando houver possibilidade de acidente devidamente atestada e o órgão ambiental não responder de forma fundamentada ao requerimento em até 45 dias, a realização da poda ou corte é considerada tacitamente autorizada nos termos da norma. O pedido deve ser acompanhado de laudo de empresa ou profissional habilitado. A exceção é voltada ao risco de acidente e não representa autorização geral para podar qualquer árvore.

árvore do vizinho
Considere uma situação hipotética: uma árvore está inteiramente plantada no terreno ao lado, mas alguns galhos avançam sobre o quintal vizinho e encostam no telhado.

O que pode ser feito nessa situação

Antes de cortar, vale registrar fotografias dos galhos ou raízes, identificar claramente a linha divisória e guardar eventuais mensagens trocadas com o vizinho. Se houver rachaduras, levantamento de piso, risco de queda ou danos ao telhado, também é útil manter registros do problema. Em intervenções maiores, a consulta à prefeitura ou ao órgão ambiental local permite verificar se existem exigências de autorização, comunicação prévia ou acompanhamento técnico.

Se houver risco de queda, conflito sobre a localização da divisa, ameaça à estabilidade da árvore ou impossibilidade de chegar a uma solução segura, pode ser necessário buscar avaliação técnica e orientação jurídica profissional. A regra geral do Código Civil facilita a solução de invasões simples de galhos e raízes, mas não elimina outras responsabilidades. O ponto central é que o direito de cortar termina, em princípio, na linha vertical que separa os imóveis.

Tags: ÁrvorepodapropriedadeVIZINHA
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados