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Início Notícias

As 4 fragatas construídas em Santa Catarina: o programa de R$ 12 bilhões da Marinha

Por Daniely Cardoso
21/07/2026
Em Notícias
As quatro fragatas saem do mesmo lugar, o Estaleiro Brasil Sul, da TKMS, em Itajaí. É ali que Santa Catarina virou o centro da estratégia naval brasileira.

As quatro fragatas saem do mesmo lugar, o Estaleiro Brasil Sul, da TKMS, em Itajaí. É ali que Santa Catarina virou o centro da estratégia naval brasileira.

CORREIO BRAZILIENSE
O que você vai ver
A inovadora técnica de engenharia internacional aplicada em Santa Catarina para erguer os navios de guerra.
Os prazos e a situação atual de montagem das três embarcações que ainda não foram incorporadas à frota.
O marco técnico histórico que fez o estaleiro atingir sua capacidade máxima de produção de forma inédita.
O volume de postos de trabalho gerados no polo de defesa nacional por meio de recursos do governo federal.

Um navio de guerra percorreu 765 quilômetros de Itajaí ao Rio para entrar na esquadra. Ele é só o primeiro de quatro.

O Programa Fragatas Classe Tamandaré reúne quatro navios de escolta construídos em solo catarinense, num contrato de R$ 12 bilhões. A primeira unidade já foi incorporada, e é o que vem depois dela que define o tamanho real dessa encomenda.

Onde os navios nascem: o estaleiro de Itajaí

As quatro fragatas saem do mesmo lugar, o Estaleiro Brasil Sul, da TKMS, em Itajaí. É ali que Santa Catarina virou o centro da estratégia naval brasileira.

A construção usa a técnica de blocos: seções montadas separadamente e depois unidas até formar o casco completo. Com pelo menos 40% de conteúdo local, o programa transfere tecnologia de engenharia naval e de sistemas de combate para o Brasil, algo que o país não dominava.

Um navio de guerra percorreu 765 quilômetros de Itajaí ao Rio para entrar na esquadra. Ele é só o primeiro de quatro.

A primeira já está na esquadra

A Fragata Tamandaré, a F200, deixou de ser projeto e virou navio de guerra ativo. Segundo a Agência Marinha de Notícias, ela dá nome à classe e foi a primeira das quatro a ser lançada.

Depois de percorrer cerca de 765 quilômetros de Itajaí até o Rio de Janeiro, a embarcação foi incorporada oficialmente à Marinha em 24 de abril de 2026. É a mais moderna já construída no país, capaz de atuar ao mesmo tempo contra ameaças na superfície, no ar e sob a água, a até 25 nós, cerca de 47 km/h.

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As três que ainda estão sendo erguidas

Enquanto a F200 já navega, as outras três avançam em ritmos diferentes no mesmo estaleiro. Cada uma está numa fase distinta do processo.

  • Jerônimo de Albuquerque (F201): lançada ao mar para testes em junho de 2025, deve iniciar os testes de mar no segundo semestre de 2026.
  • Cunha Moreira (F202): teve a montagem dos blocos iniciada em 2025 e lançamento ao mar previsto para julho de 2026, com incorporação estimada para 2028.
  • Mariz e Barros (F203): a mais nova, teve o corte da primeira chapa de aço em 9 de janeiro de 2026.
Raio-X da Nova Esquadra da Marinha
Os pilares estratégicos e o avanço da maior encomenda naval do país em décadas
1
Transferência Tecnológica
A exigência legal de ao menos 40% de conteúdo de origem local assegura a fixação de conhecimentos avançados em engenharia naval e armas no Brasil.
2
Capacidade de Combate
A Fragata F200 representa o estado da arte militar nacional, operando defesas múltiplas na atmosfera, no mar e em patrulhas subaquáticas a até 47 km/h.
3
Construção Concorrente
Com o corte da última chapa de aço no início de 2026, as quatro embarcações da frota encontram-se em fases simultâneas de montagem industrial.
4
Cadeia Industrial
O orçamento de R$ 12 bilhões estruturado pelo novo PAC não compra apenas navios isolados, ele instala um polo tecnológico estável no litoral de Santa Catarina.
VER CRONOGRAMA DAS PRÓXIMAS FRAGATAS
📋 Status de Andamento das Embarcações:
• F200 (Tamandaré): Incorporada ativamente à frota em 24 de abril de 2026.
• F201 (Jerônimo de Albuquerque): Início previsto dos testes operacionais de mar no segundo semestre de 2026.
• F202 (Cunha Moreira): Lançamento planejado para julho de 2026, com entrega definitiva prevista para 2028.
• F203 (Mariz e Barros): Fase inicial de corte de chapas de aço disparada em janeiro de 2026.

O momento em que o estaleiro atinge o auge

O corte da chapa da F203 não foi um marco qualquer. Com ele, o estaleiro de Itajaí passou a trabalhar nas quatro embarcações simultaneamente, atingindo sua capacidade máxima de produção.

Esse é o instante de pico do programa: quatro navios de alta complexidade tecnológica sendo erguidos ao mesmo tempo, lado a lado, no litoral catarinense. Um estágio que o projeto levou anos para alcançar.

O tamanho real da encomenda

Aqui está a dimensão que os números escondem quando se olha só para os navios. A encomenda da Marinha vai muito além do aço que flutua.

O contrato movimenta R$ 12 bilhões, viabilizados pelo novo PAC do governo federal, e gera cerca de 23 mil empregos diretos e indiretos. Não é só a compra de quatro navios: é a instalação de uma cadeia industrial de defesa que não existia com essa densidade no país.

Para um Brasil com litoral extenso e a chamada Amazônia Azul a defender, cada fragata cumpre missões de escolta, patrulha e defesa antiaérea e antissubmarino. A conta de R$ 12 bilhões compra capacidade militar, mas também soberania tecnológica.

O que muda daqui para frente é o calendário. Com a F202 prevista para lançamento em julho de 2026 e a F203 recém-iniciada

De Itajaí para a defesa nacional

O que começou como um contrato de compra virou um polo. Santa Catarina consolidou-se como base da indústria naval militar, atraindo até visitas de embaixadores estrangeiros ao estaleiro.

Para o jovem que pensa em carreira, o programa abre portas na Força que vão de mecânico de máquinas a oficial e aviador naval, o que se conecta à discussão sobre estabilidade e planejamento financeiro de longo prazo que uma carreira pública oferece. E antes de qualquer alistamento, há sempre o acerto das obrigações civis, como a regularização de documentos pelo celular.

O que muda daqui para frente é o calendário. Com a F202 prevista para lançamento em julho de 2026 e a F203 recém-iniciada, o programa entra na reta em que cada ano deve entregar um novo navio à esquadra. Até a última fragata tocar a água, o estaleiro de Itajaí seguirá sendo o coração da mais ambiciosa aposta naval brasileira em décadas.

Este conteúdo é informativo. Datas e etapas do programa podem sofrer alterações; confirme sempre nos canais oficiais da Marinha do Brasil.

Tags: Fragatas Classe Tamandaréindústria navalitajaíMarinha do Brasil
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