Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

Cientistas descobrem fórmula inovadora para transformar areia fina do deserto em um novo material de construção de alta resistência

Por Paulo Custodio
18/04/2026
Em Curiosidades
A neurociência do movimento e o foco

A neurociência do movimento e o foco

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

Durante décadas, a areia do deserto construção foi considerada um recurso inútil para a engenharia civil. Agora, uma colaboração entre pesquisadores da Noruega e do Japão acaba de virar esse jogo com uma fórmula que dispensa o cimento tradicional.

Por que a areia do deserto nunca serviu para fazer concreto comum?

A resposta está na granulometria. Os grãos do deserto são extremamente finos e arredondados, moldados por séculos de erosão eólica. Essa textura lisa impede a aderência necessária entre as partículas quando misturadas ao cimento Portland.

O resultado seria um concreto quebradiço e estruturalmente frágil, totalmente inadequado para suportar cargas ou resistir às intempéries. Por isso, a construção civil sempre dependeu da extração de areia de rios e pedreiras, um processo que causa sérios danos aos ecossistemas.

A neurociência do movimento e o foco
A neurociência do movimento e o foco

Qual foi a grande sacada dos cientistas para resolver esse problema?

A equipe da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) e da Universidade de Tóquio abandonou a lógica do cimento. Em vez de buscar uma reação química de hidratação, eles exploraram as propriedades da madeira.

O segredo está na lignina, um polímero orgânico presente naturalmente nas plantas que atua como uma cola estrutural. Submetida a 180 graus Celsius e alta pressão, a lignina presente no pó de madeira amolece e envolve os grãos de areia, criando uma ligação extremamente resistente sem a necessidade de cimento.

Leia também: O que significa ter um filtro de barro para o consumo de água

Leia Também

A evitação de conflitos na vida adulta

A psicologia aponta que adultos que evitam conflitos não são mais maduros, mas aprenderam na infância que expressar emoções gerava punição

18/04/2026
Os benefícios biológicos da movimentação manual durante o aprendizado e quebrar o estigma da distração

A psicologia diz que quem precisa fazer algo com as mãos enquanto aprende não está disperso, está ativando mecanismos que ajudam na memória

18/04/2026
Os benefícios biológicos e emocionais de evitar a resposta imediata

A psicologia aponta que evitar responder mensagens imediatamente é característico de pessoas com alta inteligência emocional

18/04/2026
As graves raízes psicológicas da síndrome de dependência

Confúcio, filósofo chinês: “Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos”

18/04/2026

Como funciona o passo a passo da produção desse novo material?

O processo, batizado de Botanical Sand Concrete (BSC) ou simplesmente Sandcrete, é notavelmente simples. Ele combina partes iguais de areia fina do deserto com pó de madeira em uma mistura seca.

Essa mistura é então colocada em uma prensa térmica de placas duplas. Sob o calor e a pressão controlados, a lignina se transforma em um aglutinante natural que solidifica a areia em blocos densos e uniformes, prontos para uso em pavimentação.

Esse material é realmente forte o suficiente para substituir o concreto?

Embora não seja indicado para pilares estruturais de edifícios ou pontes, o Sandcrete apresentou uma resistência notável para aplicações específicas. Os protótipos testados em laboratório atingiram os rigorosos padrões da Norma Industrial Japonesa (JIS) para blocos de pavimentação.

Isso significa que o material é perfeitamente adequado para a construção de calçadas, ciclovias, praças e caminhos em parques. O estudo completo, com todos os dados de resistência e durabilidade, foi publicado no conceituado Journal of Building Engineering no final de 2025.

Quais são as principais vantagens ambientais e econômicas dessa descoberta?

O impacto ambiental positivo é o ponto mais celebrado pelos pesquisadores. A produção do Sandcrete elimina a necessidade de extrair areia de rios, uma atividade que causa erosão, assoreamento e destruição de habitats aquáticos em escala global.

Além disso, o processo evita a queima de calcário para a produção de clínquer, o principal ingrediente do cimento e responsável por cerca de 8% das emissões globais de CO₂. A possibilidade de usar resíduos agrícolas no lugar do pó de madeira é outra frente promissora que os cientistas estão explorando para tornar o ciclo ainda mais sustentável.

Confira as principais aplicações e benefícios do novo material:

  • Utilização de um recurso abundante e subutilizado (areia do deserto).
  • Substituição total do cimento Portland por um aglutinante natural (lignina).
  • Processo de fabricação relativamente simples e de baixo custo energético.
  • Ideal para pavimentação urbana em regiões áridas e semiáridas.
  • Potencial para incorporar resíduos de madeira ou agrícolas, fechando o ciclo de economia circular.

Com a ativação da legenda, no vídeo a seguir, é possivel acompanhar um pouco sobre esse processo, no canal Treasure Of World, com mais de 1k de inscritos:

Os próprios pesquisadores fazem uma ressalva importante: o Sandcrete faz mais sentido quando produzido e utilizado em regiões próximas aos desertos. Transportar areia ou blocos por longas distâncias anularia grande parte do benefício ambiental conquistado na produção.

Testes adicionais de durabilidade em climas frios e úmidos ainda estão em andamento. A expectativa, no entanto, é que essa inovação represente um passo definitivo para resolver o paradoxo global de um mundo que esmaga montanhas em busca de areia enquanto se afoga em desertos aparentemente inúteis.

Tags: aprendizagemFocoMemóriapsicologia
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

A neurociência do movimento e o foco

Cientistas descobrem fórmula inovadora para transformar areia fina do deserto em um novo material de construção de alta resistência

18/04/2026
Para que serve o Chá-Verde? Veja os incríveis benefícios

Chá verde pode ajudar o fígado mas o excesso pode trazer riscos que poucos conhecem

18/04/2026
Usar a máquina para lavar roupas íntimas é comum, mas um estudo aponta um detalhe importante

Usar a máquina para lavar roupas íntimas é comum, mas um estudo aponta um detalhe importante

18/04/2026
A evitação de conflitos na vida adulta

A psicologia aponta que adultos que evitam conflitos não são mais maduros, mas aprenderam na infância que expressar emoções gerava punição

18/04/2026
Alunos encontram fóssil de animal pré-histórico no sítio paleontológico Toropí em Corrientes

Alunos encontram fóssil de animal pré-histórico no sítio paleontológico Toropí em Corrientes

18/04/2026
A estratégia que colocou Portugal no controle de uma das rotas mais ricas do planeta

A estratégia que colocou Portugal no controle de uma das rotas mais ricas do planeta

18/04/2026
  • Sample Page
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados