Com o solstício marcando o início oficial da estação em 21 de dezembro, os cuidados com a saúde no verão tornam-se prioridade absoluta na rotina. A combinação de dias mais longos, calor intenso e radiação UV elevada exige uma estratégia de prevenção ativa para evitar que a desidratação, queimaduras e intoxicações alimentares transformem o lazer em emergência médica.
A hidratação precisa mudar com a chegada da estação?
A partir de dezembro, o corpo passa a perder líquidos de forma muito mais acelerada para manter a temperatura interna estável através do suor. Se essa reposição não for imediata, o sangue torna-se mais viscoso, sobrecarregando o sistema cardiovascular e renal.
A Mayo Clinic alerta que esperar sentir sede é um erro, pois ela é um sinal tardio de desidratação. O ideal é ingerir água constantemente, mesmo sem vontade, e monitorar a cor da urina: tons escuros indicam que o corpo já está sofrendo com o calor e precisa de intervenção hídrica urgente.

O protetor solar é obrigatório mesmo em dias nublados?
Um mito perigoso é achar que as nuvens bloqueiam a radiação nociva. Na verdade, os raios UV atravessam a nebulosidade e são refletidos pela areia e água, atingindo a pele de todos os ângulos e causando danos cumulativos ao DNA celular que podem levar ao câncer de pele.
A Skin Cancer Foundation reforça que o filtro solar deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada duas horas. A proteção não é apenas estética para evitar vermelhidão, mas uma barreira vital contra o envelhecimento precoce e mutações celulares invisíveis.
Leia também: A emergência do colesterol alto, como você pode evitar esse caso?
Quais alimentos viram perigo na praia?
O calor excessivo cria o ambiente perfeito para a proliferação exponencial de bactérias como a Salmonella em alimentos mal conservados. O tempo seguro para um alimento ficar fora da refrigeração cai drasticamente no verão, exigindo vigilância constante com o que se consome fora de casa.
Os itens que exigem cautela extrema incluem:
- Maionese e Molhos: Produtos à base de ovos crus azedam rapidamente no calor.
- Frutos do Mar: Ostras e camarões decompõem-se em velocidade recorde.
- Laticínios: Queijos e iogurtes podem fermentar e causar diarreia aguda.
- Carnes Processadas: Embutidos devem ser mantidos em coolers com gelo constante.
Como identificar a exaustão térmica a tempo?
Diferente do simples calor, a exaustão térmica e a insolação são emergências médicas onde o corpo perde a capacidade de se resfriar. Se a temperatura corporal subir demais, proteínas podem ser desnaturadas, causando danos cerebrais e falência de órgãos.
O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) lista sinais de alerta que não devem ser ignorados: pele fria e úmida (na exaustão) ou quente e seca (na insolação), pulso rápido, tontura e náusea. Ao sentir esses sintomas, é vital sair do sol imediatamente e aplicar compressas frias para baixar a temperatura corporal.
No vídeo a seguir, o Dr. Guilherme Furtado, do canal Tua Saúde, com mais de 3,8 milhões de inscritos, é explica melhor como se preparar para o sol intenso:
Leia também: O que acontece quando você come semente de abóbora por 30 dias?
Os olhos sofrem tanto quanto a pele?
Proteger a visão é tão importante quanto proteger a pele, mas muitas vezes é esquecido. A exposição prolongada aos raios UV sem proteção adequada pode causar fotoceratite (uma “queimadura” na córnea) e acelerar o desenvolvimento de cataratas a longo prazo.
Segundo o National Eye Institute, é fundamental escolher óculos de sol que garantam bloqueio de 99% a 100% dos raios UVA e UVB. Óculos escuros sem essa proteção certificada são prejudiciais, pois fazem a pupila dilatar no escuro, permitindo que ainda mais radiação nociva entre no olho.










