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Os cabeleireiros concordam: “Depois dos 60, cabelos grisalhos podem precisar de uma rotina de lavagem diferente.”

Por Daniely Cardoso
04/10/2026
Em Beleza, Bem-Estar
Isso não significa abandonar o xampu ou seguir uma regra fixa de uma lavagem semanal.

Isso não significa abandonar o xampu ou seguir uma regra fixa de uma lavagem semanal.

Depois dos 60, os cabelos grisalhos podem responder melhor a uma rotina de lavagem diferente daquela usada décadas antes. A mudança não acontece apenas por causa da cor: com o envelhecimento, o couro cabeludo pode produzir menos oleosidade, enquanto os fios podem ficar mais secos, ásperos ou frágeis.

Lavar com a mesma frequência de antes pode ressecar mais os fios

Não existe uma quantidade de lavagens obrigatória para quem passou dos 60 anos. A dermatologista Shilpi Khetarpal, da Cleveland Clinic, explica que as glândulas responsáveis pela oleosidade tendem a ficar menos ativas com a idade, o que pode permitir intervalos maiores entre uma lavagem e outra.

Isso não significa abandonar o xampu ou seguir uma regra fixa de uma lavagem semanal. A frequência deve acompanhar o comportamento do couro cabeludo: se aparecem oleosidade, coceira ou resíduos, pode ser hora de lavar; se fios e couro cabeludo permanecem secos, lavar diariamente pode ser desnecessário.

Ao enxaguar, a espuma que escorre pelos fios costuma ser suficiente para retirar resíduos leves das pontas.

Leia também: Farmacêutico Vicente Calduch, faz alerta sobre a NIVEA da lata azul: “Ele não deve ser usado como creme reparador para queimaduras solares, mas sim como hidratante após a exposição.”

O xampu deve limpar principalmente o couro cabeludo

Outro ajuste está na maneira de aplicar o produto. A Academia Americana de Dermatologia recomenda concentrar o xampu no couro cabeludo, onde se acumulam óleo, células mortas e produtos, em vez de esfregá-lo intensamente por todo o comprimento.

Ao enxaguar, a espuma que escorre pelos fios costuma ser suficiente para retirar resíduos leves das pontas. Essa estratégia reduz a exposição desnecessária das áreas mais secas aos agentes de limpeza e pode ajudar a preservar maciez e flexibilidade, principalmente quando os cabelos já estão mais delicados.

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Condicionador passa a ter um papel ainda mais importante

Quando o cabelo perde oleosidade, o condicionador ajuda a melhorar o desembaraço e reduzir a sensação áspera depois da lavagem. Para fios finos ou lisos, a Academia Americana de Dermatologia orienta concentrá-lo principalmente nas pontas e comprimentos; em cabelos secos ou cacheados, pode ser necessário distribuí-lo de maneira mais ampla.

Também é melhor evitar esfregar vigorosamente o cabelo molhado com a toalha. Os fios ficam mais vulneráveis à quebra nesse momento, e movimentos agressivos podem aumentar frizz e pontas partidas. Pressionar suavemente uma toalha ou camiseta sobre o cabelo retira o excesso de água com menor atrito.

Grisalhos podem amarelar e o xampu roxo exige moderação

Cabelos brancos e prateados podem adquirir reflexos amarelados por fatores como produtos, calor, poluição e exposição ambiental. Para neutralizar esse efeito, existem xampus com pigmentos violetas, que atuam visualmente contra tons amarelos e alaranjados.

Isso não significa que o produto deva ser utilizado em todas as lavagens. A própria L’Oréal Paris, por exemplo, orienta usar uma de suas fórmulas roxas entre uma e três vezes por semana. Uso excessivo ou tempo de ação muito longo também pode deixar reflexos violetas temporários, dependendo do produto e da porosidade dos fios. Separamos esse vídeo do canal da Luciana Villas Bôas Clínica Dermatológica mostrando cuidados com cabelos brancos:

Menos pigmento também deixa o cabelo mais vulnerável ao sol

Os cabelos grisalhos possuem menos melanina, pigmento que participa da proteção natural dos fios. A Academia Americana de Dermatologia explica que cabelos claros, loiros e grisalhos são mais suscetíveis aos efeitos da radiação ultravioleta, que pode contribuir para ressecamento, perda de brilho, frizz e fragilidade.

Por isso, a rotina não termina no banho. Chapéus, proteção física e menor exposição prolongada ao sol ajudam a preservar a aparência dos fios. Secadores, chapinhas e modeladores também devem ser utilizados com temperaturas moderadas, porque calor excessivo pode aumentar danos em qualquer idade.

Diminuir demais as lavagens também pode causar problemas

Se lavar demais pode ressecar, lavar pouco demais também não é uma solução universal. A dermatologista Shilpi Khetarpal alerta que coceira, vermelhidão, descamação e caspa podem indicar que o intervalo entre as lavagens está grande demais ou que existe alguma condição no couro cabeludo.

Xampu seco também não deve substituir indefinidamente água e xampu convencional. A Academia Americana de Dermatologia explica que ele absorve oleosidade, mas não remove adequadamente células mortas e microrganismos acumulados no couro cabeludo.

Depois dos 60, a melhor frequência é aquela que acompanha o cabelo

O principal ajuste não é simplesmente “lavar menos depois dos 60”, mas observar como cabelo e couro cabeludo se comportam. Fios mais secos podem se beneficiar de lavagens mais espaçadas, xampu suave e condicionamento regular, enquanto um couro cabeludo oleoso ou com descamação pode exigir cuidados diferentes.

Também não é o grisalho, isoladamente, que determina a rotina. Textura, espessura, oleosidade, química e condições dermatológicas continuam influenciando o cuidado. Quando surgem queda acentuada, coceira persistente, feridas ou descamação que não melhora, a orientação mais segura é procurar um dermatologista em vez de apenas mudar a frequência do xampu.

Tags: BelezaCabelomaturidadeSaúde
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