O Mirtilo, também conhecido pelo nome em inglês blueberry, ocupa uma posição de destaque entre os alimentos considerados “superalimentos”, devido à sua alta concentração de antioxidantes. Tais compostos são essenciais no combate aos danos celulares, retardando efeitos associados ao envelhecimento precoce. Esse cenário é intensamente influenciado pelo estresse oxidativo, um processo resultante da ação de radicais livres sobre nossas células e estruturas corporais, causadores de envelhecimento e diversas condições crônicas.
O estresse oxidativo emerge quando moléculas instáveis, geradas pela exposição a fatores externos como poluição, dieta inadequada e radiação solar, atacam células e estruturas como DNA e colágeno. Com o tempo, esse acúmulo de danos celulares se manifesta de forma visível na pele, através de rugas e flacidez, além de promover inflamações crônicas internamente, contribuindo para o envelhecimento acelerado e o surgimento de doenças de longo prazo.
O que faz do Mirtilo um alimento especial?
O Mirtilo é notavelmente rico em antocianinas, um tipo de flavonoide responsável pela sua cor azul característica. Essas antocianinas são conhecidas por suas propriedades antioxidantes excepcionais, contribuindo diretamente para a neutralização dos radicais livres no organismo. Isso ajuda a proteger as membranas celulares contra danos oxidativos e inflamação, uma relevante função neuroprotetora destacada por estudos de instituições respeitáveis como a Harvard Health.
Como os mirtilos beneficiam o cérebro?

O cérebro, devido à sua suscetibilidade ao estresse oxidativo, se beneficia de maneira significativa das propriedades dos mirtilos. As antocianinas presentes na fruta podem atravessar a barreira hematoencefálica, proporcionando uma defesa neuroprotetora. Pesquisas indicam que o consumo regular de mirtilos pode melhorar a neuroplasticidade, facilitando a comunicação entre neurônios. Entre os benefícios cognitivos observados estão melhorias na memória, aprendizado, foco mental e apoio à coordenação motora, além de um possível retardamento no declínio cognitivo ligado à idade.
Como o Mirtilo se compara a outras frutas antioxidantes?
Embora muitas frutas sejam fontes de antioxidantes, o Mirtilo, especialmente em suas variedades selvagens, sobressai devido à sua alta concentração de antocianinas. Segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma dieta diversificada em frutas e vegetais é ideal para o consumo variado de antioxidantes. Ao comparar, o morango é rico em vitamina C e fisetina, a laranja em hesperidina, enquanto uvas roxas e açaí são fontes de resveratrol e antocianinas, sendo que o Mirtilo se destaca, sobretudo, pela sua neuroproteção.
Qual a melhor maneira de consumir mirtilos?
Para maximizar os benefícios dos mirtilos, é aconselhável consumi-los frescos, pois os antioxidantes podem ser sensíveis ao calor excessivo. Essa fruta pode ser adicionada a iogurtes, vitaminas ou aveias, sempre após o cozimento para preservar suas propriedades. Mirtilos congelados são uma alternativa viável, pois o congelamento rápido após a colheita mantém praticamente intacto o conteúdo de antocianinas, garantindo que permaneçam nutritivos e acessíveis ao longo do tempo.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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