Achar relatos históricos confiáveis no meio de tantos boatos na internet costuma cansar qualquer leitor interessado em mistérios antigos. O isolamento de picos congelados esconde segredos perturbadores que a ciência custou a decifrar nos últimos anos. Uma expedição de alta montanha localizou a famosa múmia inca congelada e os dados médicos surpreenderam os pesquisadores.
Como os cientistas acharam a múmia inca congelada no vulcão
Uma equipe internacional de arqueólogos renomados subiu o topo do vulcão Llullaillaco no ano de mil novecentos e noventa e nove. Essa montanha imensa fica localizada bem na fronteira entre o Chile e a Argentina, em uma altitude extrema de seis mil setecentos e trinta e nove metros. Os técnicos enfrentaram ventos terríveis e frio congelante para escavar o solo rochoso daquela região desértica muito alta.
A equipe localizou um santuário sagrado antigo que estava enterrado sob camadas espessas de gelo e rochas vulcânicas escuras. Dentro daquela pequena estrutura de pedra, os pesquisadores encontraram uma adolescente de quinze anos de idade sentada de pernas cruzadas. Na prática, ela estava acompanhada por outras duas crianças pequenas, sendo um menino e uma menina de sete anos.

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O estado de conservação inacreditável que assustou os médicos
O corpo da jovem parecia o de alguém que tinha acabado de falecer poucas horas antes da chegada dos cientistas na montanha. As baixas temperaturas do cume mantiveram a pele, os cabelos e as roupas da garota totalmente preservados por cinco séculos. O detalhe é que ela não sofreu o processo comum de desidratação severa que costuma destruir as múmias egípcias antigas.
Os exames modernos de tomografia computadorizada mostraram que os órgãos internos da adolescente continuavam no lugar exato e sem deformações físicas. Os médicos conseguiram coletar amostras de sangue congelado no coração e mapear o cérebro intacto da jovem de forma inédita. Além disso, as análises biológicas detectaram uma forte infecção bacteriana ativa nos pulmões da garota no momento da sua morte.
Os detalhes do terrível ritual que envolveu a múmia inca congelada
Os dados históricos confirmam que os três jovens foram entregues como sacrifício humano no tradicional ritual conhecido como Capacocha. O império dominante escolhia as crianças mais bonitas das províncias distantes para presentear os deuses em troca de boas colheitas agrícolas. O detalhe é que as comunidades locais consideravam essa escolha terrível como uma honra imensa para a família.
Os pesquisadores analisaram fios de cabelo compridos da garota e descobriram que a dieta dela mudou drasticamente meses antes da caminhada. Ela passou a consumir muita carne de lhama e milho cozido, alimentos ricos reservados apenas para a elite da sociedade inca. Na prática, essa alimentação especial servia para fortalecer os escolhidos antes da subida desgastante até o topo gelado.
Se você gosta de curiosidades, separamos esse vídeo do canal Artefatos da História falando mais sobre as crianças incas:
As substâncias químicas encontradas no corpo da adolescente
A equipe médica realizou testes toxicológicos detalhados e encontrou altas concentrações de folhas de coca e álcool de milho. Essas substâncias fortes eram fornecidas de forma contínua para dopar as crianças durante a caminhada exaustiva da montanha alta. O objetivo prático era amortecer os sentidos dos jovens e diminuir o pavor causado pela altitude extrema e pelo frio rigoroso.
A garota foi colocada na vala de pedra em um estado de unconsciousness profunda induzido pela forte bebida que consumiu. Ela acabou falecendo congelada enquanto dormia na posição sentada, sem apresentar sinais de violência física ou marcas de espancamento. Os arqueólogos recolheram diversos objetos valiosos colocados ao redor dos corpos para acompanhar as crianças na outra vida:
Como os pesquisadores cuidam da múmia inca congelada atualmente
O acervo histórico valioso foi levado diretamente para o Museu de Arqueologia de Alta Montanha na cidade de Salta, na Argentina. Os técnicos experientes criaram cápsulas especiais que controlam a temperatura, a umidade e a baixa oxigenação do ar de forma automática. Esse sistema eletrônico impede que fungos e bactérias destruam os tecidos biológicos sensíveis que resistiram por séculos no vulcão.
Os cientistas continuam estudando o DNA antigo da jovem para traçar o mapa genético das populações andinas antigas com precisão. O detalhe é que os resultados ajudam a entender a evolução real de doenças respiratórias graves que atingem a humanidade hoje. A preservação correta garante que laboratórios de vários países acessem os dados sem danificar as peças arqueológicas raras.
Passos práticos para você conhecer melhor a história andina
Acesse o portal oficial do museu argentino na internet para ver as imagens digitais em alta definição de graça. O site traz artigos científicos completos e relatórios detalhados de campo escritos pelos arqueólogos que participaram da expedição.
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