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Início Curiosidades

Esses são os 5 hábitos que ajudam a melhorar a memória, segundo a neurociência

Por Maura Pereira
08/12/2025
Em Curiosidades
O efeito de noites mal dormidas na memória e concentração

Cérebro é o órgão central do sistema nervoso, responsável por controlar movimentos, pensamentos e funções vitais. // Créditos: depositphotos.com / cuteimage1

A memória é uma das funções cognitivas mais complexas e essenciais do cérebro. Ela permite que armazenemos informações, aprendamos novas habilidades e construamos nossa identidade. Embora seja natural que algumas funções cognitivas mudem com o tempo, pesquisas em neurociência mostram que certos hábitos cotidianos podem fortalecer a memória e melhorar significativamente o desempenho mental.

Por que a memória depende de estímulos constantes?

Segundo estudos em neurociência cognitiva, o cérebro funciona como um sistema altamente adaptável. Regiões responsáveis pela memória se fortalecem quando são estimuladas regularmente, da mesma forma que músculos crescem com exercícios.

Quando adotamos comportamentos que favorecem neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de criar e reforçar conexões neurais — aumentamos nossa habilidade de reter, organizar e recuperar informações.

O cérebro possui cerca de 86 bilhões de neurônios, divididos em hemisférios que controlam funções motoras e cognitivas. // Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

1. Dormir bem e regularmente

O sono é essencial para consolidar memórias. Durante as fases profundas do sono, o cérebro organiza informações e transforma experiências recentes em lembranças de longo prazo.

Pessoas que dormem pouco ou têm noites fragmentadas tendem a sofrer mais com lapsos de memória, dificuldade de foco e menor capacidade de aprendizado.

2. Praticar atividade física

Mexer o corpo favorece o cérebro. A atividade física aumenta o fluxo sanguíneo cerebral e estimula a produção de proteínas ligadas ao crescimento neuronal, como o BDNF.

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Exercícios regulares estão associados a melhor memória, raciocínio mais rápido e menor risco de declínio cognitivo na velhice.

3. Aprender algo novo todos os dias

A curiosidade é um fertilizante para o cérebro. Aprender novas habilidades ativa múltiplas áreas cerebrais, criando redes de conexão mais fortes.

Pode ser um idioma, um instrumento, uma receita ou até um jogo de lógica. O importante é desafiar o cérebro de forma constante.

4. Proteger a saúde emocional

Estresse crônico e ansiedade prejudicam a memória. Níveis elevados de cortisol interferem na formação e recuperação de lembranças, além de afetarem diretamente regiões do cérebro como o hipocampo.

Atividades como meditação, respiração consciente, mindfulness e hobbies relaxantes ajudam a reduzir o impacto emocional negativo.

5. Manter contato social

Conversar, conviver e se relacionar estimula funções cognitivas essenciais. Interações sociais fortalecem atenção, linguagem, tomada de decisões e memória de longo prazo.

Estudos mostram que pessoas com vínculos sociais sólidos têm menor risco de desenvolver demência e mantêm funções cerebrais mais estáveis com o passar dos anos.

Leia também: A “Atenas Alagoana” está impressionando pela beleza histórica digna da Grécia Antiga.

O que esses hábitos revelam sobre o cérebro?

O cérebro é moldado diariamente pelas escolhas que fazemos. Hábitos saudáveis fortalecem conexões neurais e mantêm a memória ativa, enquanto estilos de vida sedentários ou estressantes aceleram o desgaste cognitivo.

A neurociência reforça que é possível proteger a memória em qualquer fase da vida. Com pequenas mudanças na rotina, criamos um ambiente propício para o pleno funcionamento do cérebro.

Cuidar da memória é, no fim das contas, cuidar da qualidade de vida — e isso começa com decisões simples, consistentes e diárias.

Tags: cerebroCorpoMemória
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