O Aspartame é um adoçante artificial frequentemente presente em produtos rotulados como “diet”, “light” e “zero açúcar”, como refrigerantes e gomas de mascar. Conhecido por ser cerca de 200 vezes mais doce que o açúcar, ele se tornou uma escolha popular para aqueles que buscam reduzir a ingestão calórica e gerenciar o peso corporal. Entretanto, estudos recentes têm levantado preocupações sobre os possíveis efeitos adversos desse composto na saúde, particularmente no coração e no cérebro.
Pesquisas recentes realizadas na Espanha investigaram os efeitos do Aspartame em roedores, descobrindo que mesmo em doses bastante reduzidas, equivalentes a um sexto da ingestão diária considerada segura pela OMS, o adoçante pode causar efeitos preocupantes. Estes efeitos foram observados na saúde cardiovascular e no desempenho cognitivo dos animais, indicando que a ingestão prolongada pode ter implicações que ainda não são completamente compreendidas.
Quais são os efeitos do Aspartame no sistema cardiovascular?
No estudo, os ratos que consumiram Aspartame apresentaram uma diminuição na eficiência de seu sistema cardiovascular. Observou-se uma redução na capacidade de bombeamento do coração e alterações na estrutura do órgão, que podem indicar um estresse cardíaco. Esses achados são relevantes porque ilustram como o consumo de adoçantes artificiais pode eventualmente impactar funções vitais mesmo em doses consideradas seguras para o consumo humano.
O Aspartame afeta o cérebro?
Os efeitos do Aspartame não se restringem apenas ao sistema cardiovascular. Os roedores que ingeriram o compostos também mostraram sinais de declínio cognitivo. Foi documentado um impacto negativo na absorção de glicose, essencial para o funcionamento adequado do cérebro. Inicialmente, houve um aumento nessa absorção, mas em seguida uma queda, o que implicou em dificuldades de memória e aprendizado nos animais. Estes resultados destacam a necessidade de mais pesquisas sobre como esses adoçantes impactam a função cerebral a longo prazo.

O que isso significa para o consumo de Aspartame por humanos?
Embora o estudo ainda não tenha chegado a um consenso sobre quais seriam níveis totalmente seguros de Aspartame para humanos, ele sugere a revisão das diretrizes atuais. Especialmente para crianças e adolescentes, que estão em fases cruciais de desenvolvimento, a cautela é recomendada. O uso contínuo em dietas pode precisar ser reavaliado à luz destes novos dados para garantir que não haja efeitos negativos acumulados ao longo do tempo.
Portanto, enquanto o Aspartame continua a ser um elemento comum em muitos produtos alimentares, compreender seus potenciais riscos é essencial para decisões mais informadas sobre consumo. Com as crescentes evidências, a revisão das práticas alimentares e o monitoramento dos efeitos de longo prazo tornam-se essenciais para mitigar qualquer risco à saúde que ainda possa ser desconhecido.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










