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Início Bem-Estar

Hábito ao final do dia que ajuda a baixar níveis de cortisol e te deixam mais calmo

Por Paulo Custodio
29/11/2025
Em Bem-Estar
Hábito ao final do dia que ajuda a baixar níveis de cortisol e te deixam mais calmo

Reduzir o uso de telas à noite ajuda a diminuir os níveis de cortisol no organismo

O hábito de usar dispositivos eletrônicos até o momento de fechar os olhos é um dos maiores sabotadores do relaxamento natural. Desconectar-se das telas (celulares, tablets, TV) pelo menos uma hora antes de deitar é a estratégia mais eficaz para permitir que os níveis de cortisol caiam naturalmente e que o corpo entre em estado de repouso profundo.

Por que a luz azul mantém o cortisol elevado?

A luz azul emitida pelas telas imita a frequência da luz solar do meio-dia. Ao atingir a retina à noite, ela envia um sinal direto ao cérebro de que ainda é dia, inibindo a liberação de melatonina e mantendo o sistema de alerta ativo.

Isso força as glândulas adrenais a continuarem produzindo cortisol (o hormônio do estresse e do despertar) em um horário em que ele deveria estar no seu nível mais baixo. Esse desajuste hormonal impede o relaxamento físico necessário para o início do sono.

O que mudar na rotina noturna para acordar com mais energia
Hábito noturno associado à redução do cortisol e à sensação de maior calma no fim do dia – Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

O conteúdo que consumimos afeta a ansiedade?

Sim, não é apenas a luz que é o problema; o conteúdo digital é projetado para ser estimulante. Ler e-mails de trabalho, ver notícias ruins ou rolar redes sociais ativa a amígdala, o centro de processamento do medo e da emoção no cérebro.

Essa ativação emocional dispara o sistema nervoso simpático (“luta ou fuga”), o que libera adrenalina e cortisol. Harvard Health confirma que essa hiperestimulação cognitiva noturna é uma causa primária de insônia e ansiedade crônica.

Leia também: Sinais que mostram que seu metabolismo está mais lento que o normal

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O que acontece no corpo quando desligamos as telas?

Ao remover o estímulo visual e mental, o sistema nervoso parassimpático (“descansar e digerir”) pode finalmente assumir o controle. A frequência cardíaca diminui, a pressão arterial baixa e a tensão muscular começa a se dissipar.

Fisiologicamente, o corpo entende que o ambiente é seguro e escuro. Isso permite a transição química do cortisol para a melatonina, facilitando um sono que é não apenas mais longo, mas mais profundo e restaurador.

No vídeo a seguir, o perfil no TikTok Hebiatra explica como as telas podem impactar seu sono:

@hebiatra Vc usa o celular (ou outras telas) antes de dormir? Sempre? Nunca? Às vezes? Me diz aqui. #hebiatra #hebiatria ♬ som original – Hebiatra

Leia também: O alimento que melhora a saúde da pele e reduz inflamações internas

Quais atividades podem substituir o celular à noite?

Para que o hábito de desconectar funcione, é preciso substituir o vício da tela por atividades de “baixa dopamina” que acalmem o cérebro. O objetivo é criar um ritual de desaceleração que sinalize ao corpo que o dia acabou.

Para preencher esse tempo de forma relaxante e reduzir o estresse, especialistas recomendam adotar práticas analógicas:

  • Leitura de livro físico: Foca a mente sem a luz azul agressiva.
  • Banho morno: Ajuda a regular a temperatura corporal para o sono.
  • Escrita (Journaling): “Esvazia” a mente das preocupações do dia.
  • Alongamento leve: Solta a tensão física acumulada nos ombros e costas.

Quanto tempo leva para sentir a diferença?

Os benefícios na latência do sono (tempo para adormecer) podem ser sentidos logo nas primeiras noites. O cérebro responde rapidamente à ausência de luz azul, ajustando a produção de melatonina.

A redução do estresse acumulado e a melhora no humor geralmente são percebidas após uma semana de consistência. O NIH (EUA) aponta que a higiene do sono adequada é fundamental para a regulação emocional a longo prazo.

Tags: CortisolHábitoSaúde
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