Em 2025, a Hanseníase continua sendo um desafio significativo de saúde pública no Brasil. Com um total de 22.129 novos casos registrados em 2024, o país ainda ocupa a posição de segundo maior em número absoluto de notificações, ficando atrás apenas da Índia. Apesar de uma redução modesta em relação a 2023, a necessidade de abordar essa doença infecciosa persiste, principalmente devido às suas consequências debilitantes quando não tratada adequadamente.
Este cenário chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. A Hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium Leprae e afeta principalmente a pele e os nervos. Lesões na pele e perda de sensibilidade em áreas afetadas são sinais clássicos da doença, mas não são os únicos.
Quais são os principais sintomas da Hanseníase?
A Hanseníase pode se manifestar de diversas formas, com sintomas que incluem manchas avermelhadas, marrons ou esbranquiçadas na pele, além de caroços dolorosos. A perda de sensibilidade ao toque nessas áreas é comum, e há relatos frequentes de dores nas articulações e inchaço nas extremidades.
Nos olhos, o ressecamento é uma queixa habitual e necessita de atenção. Sintomas neurais, como formigamento nos braços e pernas, exigem investigação imediata. A progressão lenta da bactéria M. leprae no organismo significa que as lesões cutâneas podem demorar anos para se manifestar de forma evidente.

Como ocorre a transmissão da Hanseníase?
A transmissão da Hanseníase se dá principalmente através de pessoas que possuem a forma multibacilar da doença e estão sem tratamento, eliminando a bactéria pelo ar por meio de tosse, espirro ou secreções nasais. Entretanto, é importante ressaltar que nem todas as pessoas expostas ao bacilo desenvolvem a doença, pois muitos possuem imunidade natural.
- A transmissão ocorre por vias respiratórias.
- O contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada aumenta o risco de contágio.
Qual a importância do tratamento adequado da Hanseníase?
O tratamento da Hanseníase, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é crucial não apenas para a cura, mas também para interromper a cadeia de transmissão. Uma vez iniciado o tratamento, o paciente deixa de ser um vetor de transmissão, podendo manter suas atividades diárias sem a necessidade de isolamento.
O tratamento oferecido é ambulatorial, incluindo doses supervisionadas e autoadministradas, garantindo que o paciente receba a medicação necessária de maneira contínua e eficaz. A conscientização sobre os direitos dos pacientes em busca de tratamento é essencial no combate à estigmatização da doença.
Quais são as estratégias para combater a Hanseníase no Brasil?
Para enfrentar a Hanseníase eficazmente, é necessário adotar estratégias abrangentes que incluam educação e sensibilização da população acerca dos sintomas e da disponibilidade de tratamento. Além disso, investimento em pesquisa e desenvolvimento de novas metodologias de diagnóstico e tratamento é vital.
- Aumentar a conscientização da sociedade sobre os sintomas e o tratamento.
- Intensificar programas de capacitação de profissionais de saúde.
- Promover campanhas de saúde pública para detectar casos precocemente.
Essas iniciativas devem ser integradas a políticas de saúde que busquem não apenas tratar, mas também prevenir a disseminação da Hanseníase, assegurando uma melhoria contínua na saúde pública no país.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










