Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

Pessoas que hoje têm entre 50 e 60 anos viveram uma infância com hábitos que seriam incomuns atualmente, e estudos em psicologia explicam como isso pode ter moldado sua independência

Por Daniely Cardoso
22/09/2026
Em Curiosidades
Arrumar a própria cama, lavar louça, ajudar na limpeza ou participar do preparo das refeições eram responsabilidades relativamente comuns desde cedo // Imagem ilustrativa

Arrumar a própria cama, lavar louça, ajudar na limpeza ou participar do preparo das refeições eram responsabilidades relativamente comuns desde cedo // Imagem ilustrativa

Pessoas que hoje têm entre 50 e 60 anos passaram boa parte da infância nas décadas de 1970 e 1980, período em que era mais comum assumir tarefas domésticas, circular pelo bairro sem adultos e até cuidar de irmãos menores. A psicologia sugere que experiências desse tipo podem favorecer autonomia e senso de competência, embora responsabilidades excessivas também possam produzir efeitos negativos.

A infância dos anos 1970 e 1980 tinha mais espaço para autonomia

Em muitas famílias, crianças voltavam sozinhas da escola, brincavam na rua até determinado horário e precisavam resolver pequenos problemas sem recorrer imediatamente aos pais. Hoje, práticas desse tipo podem parecer incomuns, mas estudos sobre mobilidade independente infantil mostram que a liberdade para circular sem acompanhamento adulto diminuiu em diversos países ao longo das últimas décadas.

Uma pesquisa disponível no PubMed Central define mobilidade independente como a liberdade para crianças se deslocarem pelo bairro sem supervisão adulta e relaciona essa experiência a oportunidades de atividade física, interação social e desenvolvimento da capacidade de navegar pelo ambiente. Isso não significa, porém, que toda liberdade concedida no passado fosse necessariamente segura.

Arrumar a própria cama, lavar louça, ajudar na limpeza ou participar do preparo das refeições eram responsabilidades relativamente comuns desde cedo. // Imagem ilustrativa

Leia também: Psicólogos observam que sonhar frequentemente que está caindo não é mero acaso, mas reflete uma forte sensação de falta de suporte na vida

Fazer tarefas em casa pode desenvolver sensação de competência

Arrumar a própria cama, lavar louça, ajudar na limpeza ou participar do preparo das refeições eram responsabilidades relativamente comuns desde cedo. Quando adequadas à idade, essas tarefas permitem que a criança perceba que sua participação produz um resultado concreto para a família, além de ensinar organização e responsabilidade.

Um estudo longitudinal com 9.971 crianças, publicado e disponível no PubMed, encontrou associação entre realizar tarefas domésticas no início da vida escolar e níveis posteriores maiores de autocompetência, comportamento pró-social e autoeficácia. A pesquisa mostra uma associação, e não prova que lavar pratos ou varrer a casa sozinho determine como alguém será na vida adulta.

Leia Também

Estudos em psicologia diz que pessoas que se distanciam de familiares tóxicos tendem a priorizar o autocuidado e a reduzir o esgotamento mental.

Estudos em psicologia diz que pessoas que se distanciam de familiares tóxicos tendem a priorizar o autocuidado e a reduzir o esgotamento mental.

25/09/2026
Michel de Montaigne deixou uma reflexão sobre a verdade que ajuda a entender por que ter certeza demais também pode esconder um erro

Michel de Montaigne deixou uma reflexão sobre a verdade que ajuda a entender por que ter certeza demais também pode esconder um erro

25/09/2026
William James, filósofo e psicólogo: “Não tenha medo da vida. Acredite que vale a pena vivê-la, e sua crença ajudará a criar esse fato”

William James, filósofo e psicólogo: “Não tenha medo da vida. Acredite que vale a pena vivê-la, e sua crença ajudará a criar esse fato”

25/09/2026
A psicologia afirma que as pessoas que sempre dizem “não há nada de errado” não estão evitando o problema, mas minimizando seus sentimentos

A psicologia afirma que as pessoas que sempre dizem “não há nada de errado” não estão evitando o problema, mas minimizando seus sentimentos

25/09/2026

Cuidar dos irmãos podia ensinar responsabilidade, mas também pesar demais

Outra experiência lembrada por essa geração é ficar responsável pelo irmão mais novo enquanto os adultos trabalhavam ou resolviam outras obrigações. Participar ocasionalmente desse cuidado pode estimular cooperação, responsabilidade e capacidade de resolver problemas, principalmente quando a criança continua recebendo apoio dos adultos.

A situação muda quando ela assume funções que deveriam pertencer aos pais, fenômeno estudado como parentificação. Pesquisas mostram que seus efeitos dependem da intensidade, do contexto e do reconhecimento recebido: um estudo disponível no PubMed encontrou tanto resultados negativos quanto diferenças relacionadas ao contexto, indicando que responsabilidade e sobrecarga não devem ser tratadas como a mesma coisa.

Resolver problemas sozinho pode ter fortalecido a independência

Sem telefone celular para chamar os pais diante de qualquer imprevisto, muitas crianças precisavam tomar pequenas decisões por conta própria: descobrir como voltar para casa, negociar conflitos durante uma brincadeira ou procurar um adulto conhecido quando surgia um problema. Essas situações podiam funcionar como oportunidades repetidas para praticar tomada de decisão e autoconfiança.

Ao mesmo tempo, não é correto romantizar essa infância como necessariamente melhor. Menor supervisão também podia significar maior exposição a acidentes, violência ou situações inadequadas, além de crianças lidando sozinhas com problemas para os quais ainda não estavam preparadas. A autonomia tende a ser mais saudável quando aumenta gradualmente e acompanha as capacidades da criança e as condições reais do ambiente.

Uma pessoa que precisou assumir responsabilidades cedo pode chegar à vida adulta com grande facilidade para trabalhar, organizar a casa e enfrentar imprevistos. // Imagem ilustrativa

Os efeitos positivos e negativos podem existir ao mesmo tempo

Uma pessoa que precisou assumir responsabilidades cedo pode chegar à vida adulta com grande facilidade para trabalhar, organizar a casa e enfrentar imprevistos. Em outros casos, a mesma história pode deixar a sensação de que é preciso resolver tudo sozinho, dificuldade para pedir ajuda ou tendência a assumir responsabilidades que pertencem a outras pessoas.

Por isso, frases como “nossa geração era mais independente” simplificam uma realidade bastante diversa. Condição econômica, segurança do bairro, estrutura familiar, personalidade e quantidade de apoio recebido interferem no resultado. A psicologia diferencia desafios compatíveis com a idade, que podem estimular desenvolvimento, de responsabilidades excessivas capazes de produzir estresse e insegurança.

Essa infância também pode influenciar a maneira de criar os próprios filhos

Adultos que cresceram com bastante liberdade podem repetir parte desse modelo e incentivar os filhos a cuidar das próprias coisas, usar transporte público ou resolver pequenos problemas. Outros fazem justamente o contrário: lembranças de medo, acidentes ou falta de apoio podem levar a uma criação com mais supervisão e proteção do que aquela que receberam.

Pesquisas sobre overparenting e autonomia mostram que participação parental intensa nem sempre acompanha a necessidade real de independência dos filhos. O desafio para quem cresceu nos anos 1970 e 1980 é aproveitar o que havia de positivo naquela experiência sem simplesmente reproduzi-la: oferecer autonomia progressiva com segurança, tarefas adequadas à idade e espaço para que crianças e adolescentes aprendam a fazer coisas por conta própria sem carregar responsabilidades de adultos.

Tags: comportamentofamiliapsicologiasociedade
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados