Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

A maldição da tumba de Tutancâmon: como a morte de integrantes da equipe que descobriu a tumba do faraó alimentou uma das lendas mais famosas da arqueologia

Por Daniely Cardoso
01/11/2026
Em Curiosidades
O local continha objetos funerários, móveis, joias e outros artefatos de grande valor histórico.  // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

O local continha objetos funerários, móveis, joias e outros artefatos de grande valor histórico. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

A descoberta da tumba de Tutancâmon, em 1922, revelou tesouros preservados por mais de três mil anos, mas também deu origem a uma história assustadora. Após a morte de um dos responsáveis pela expedição, espalhou-se a ideia de que uma maldição do faraó atingiria quem perturbasse seu descanso. O medo cresceu com relatos de outras mortes, embora as evidências históricas não confirmem qualquer fenômeno sobrenatural.

Como a descoberta da tumba de Tutancâmon deu início à lenda?

Em 4 de novembro de 1922, o arqueólogo britânico Howard Carter e os trabalhadores egípcios de sua equipe localizaram os primeiros degraus de uma entrada escondida no Vale dos Reis, próximo a Luxor, no Egito. A escavação, financiada por George Herbert, o quinto conde de Carnarvon, revelou a tumba do jovem faraó Tutancâmon, que governou o Egito durante o século XIV a.C.

O local continha objetos funerários, móveis, joias e outros artefatos de grande valor histórico. Embora tivesse sofrido invasões na Antiguidade, a tumba conservava uma quantidade extraordinária de peças. Segundo os arquivos do Griffith Institute, da Universidade de Oxford, os trabalhos de documentação se estenderam por aproximadamente dez anos. A descoberta atraiu atenção internacional e criou o cenário para o surgimento da lenda da maldição.

A descoberta atraiu atenção internacional e criou o cenário para o surgimento da lenda da maldição. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Leia também: Antes da eletricidade chegar a muitas casas brasileiras, um pequeno recipiente de metal iluminava os cômodos: como funcionavam os antigos candeeiros

A morte de Lord Carnarvon transformou a descoberta em um mistério

O episódio que mais contribuiu para a fama da maldição ocorreu em 5 de abril de 1923, quando Lord Carnarvon morreu no Cairo, poucos meses depois da descoberta. Ele tinha 56 anos e havia participado dos acontecimentos relacionados à abertura da tumba. A proximidade entre a escavação e sua morte despertou especulações sobre uma possível punição sobrenatural.

Entretanto, os registros históricos apresentam uma explicação médica. Conforme o Arquivo de Tutancâmon da Universidade de Oxford, Carnarvon sofreu uma picada de mosquito que infeccionou. Seu estado evoluiu com complicações graves, incluindo infecção generalizada e pneumonia. Apesar disso, jornais da época passaram a relacionar o falecimento à suposta vingança do faraó.

Leia Também

Mary Wollstonecraft explica por que uma pessoa privada de educação pode acabar confundindo obediência com virtude

Mary Wollstonecraft explica por que uma pessoa privada de educação pode acabar confundindo obediência com virtude

01/11/2026
barril de cerveja

Cerveja que caiu de helicóptero é encontrada 48 anos depois em uma geleira e ainda estava própria para consumo.

01/11/2026
A psicologia confirma que as pessoas nascidas entre 1950 e 1960 não começaram a trabalhar cedo por motivação, mas sim por não terem outra opção

A psicologia confirma que as pessoas nascidas entre 1950 e 1960 não começaram a trabalhar cedo por motivação, mas sim por não terem outra opção

01/11/2026
Blaise Pascal, sobre o ser humano: “Toda a nossa dignidade consiste no pensamento”

Blaise Pascal, sobre o ser humano: “Toda a nossa dignidade consiste no pensamento”

01/11/2026

Quais acontecimentos alimentaram a chamada maldição dos faraós?

A morte de Carnarvon não foi o único episódio utilizado para sustentar a história. Outros falecimentos de pessoas relacionadas, direta ou indiretamente, à descoberta passaram a ser apresentados como parte de uma sequência misteriosa. O problema é que essas narrativas frequentemente ignoravam as causas médicas, as idades e os intervalos entre os acontecimentos.

Entre os fatos e relatos associados à lenda estão:

  • 1922: Howard Carter descobre a entrada da tumba no Vale dos Reis.
  • 1923: Lord Carnarvon morre após complicações de uma infecção.
  • Mortes posteriores: falecimentos de outras pessoas ligadas à expedição passam a ser associados à maldição.
  • Relatos sobrenaturais: histórias sobre avisos, presságios e acontecimentos inexplicáveis circulam na imprensa.
  • 1939: Howard Carter morre aos 64 anos, aproximadamente 16 anos depois da abertura da câmara funerária.

Howard Carter também foi vítima da maldição de Tutancâmon?

O caso de Howard Carter representa uma das principais dificuldades para a teoria sobrenatural. O arqueólogo que liderou a descoberta continuou trabalhando durante anos e morreu em 2 de março de 1939, em Londres, aos 64 anos. Sua sobrevivência por tanto tempo após a abertura da tumba contraria a ideia de uma punição rápida e inevitável contra todos os participantes.

Além disso, outros integrantes e visitantes da escavação viveram durante décadas. Um estudo publicado no British Medical Journal em 2002 analisou registros de 44 pessoas presentes no Egito durante momentos relevantes da exploração, das quais 25 foram classificadas como potencialmente expostas à suposta maldição. A pesquisa não encontrou associação estatisticamente significativa entre essa exposição e uma morte mais precoce. Separamos esse vídeo do canal do Tinocando TV falando mais sobre esse tema:

Por que a imprensa ajudou a espalhar a história da maldição?

Durante a década de 1920, o Egito antigo despertava grande interesse internacional, especialmente depois da descoberta dos tesouros de Tutancâmon. A combinação de tumbas antigas, objetos de ouro e mortes inesperadas favoreceu manchetes sensacionalistas. Relatos sobre acontecimentos misteriosos passaram a circular como se fossem provas de uma ameaça sobrenatural, mesmo sem documentação suficiente.

O historiador Roger Luckhurst examinou essa construção cultural no estudo The Mummy’s Curse: A Study in Rumour, publicado em 2010. Ele mostra que histórias de maldições relacionadas a múmias já circulavam antes da descoberta de Tutancâmon. Assim, os acontecimentos de 1922 e 1923 encontraram um público familiarizado com esse imaginário, permitindo que rumores anteriores ganhassem uma nova dimensão.

O que as evidências históricas revelam sobre a maldição?

Não existe comprovação científica de que a abertura da tumba tenha provocado mortes por causas sobrenaturais. Os registros documentam uma descoberta arqueológica real, o falecimento de algumas pessoas envolvidas e a circulação de interpretações extraordinárias. Entretanto, coincidência temporal não demonstra causalidade. Para estabelecer uma relação entre os acontecimentos, seriam necessárias evidências que não foram encontradas.

O estudo publicado no British Medical Journal também apresenta limitações, pois analisou registros históricos e um grupo relativamente pequeno de indivíduos. Ainda assim, seus resultados não sustentam a existência da maldição. Para compreender o episódio, o caminho mais confiável é comparar os documentos da escavação, as causas conhecidas das mortes e as pesquisas históricas, separando os acontecimentos comprovados das histórias acrescentadas posteriormente.

Tags: arqueologiaciênciaCulturahistória
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados