Morar em um lugar isolado e depender só de barcos em dias de tempestade é um tormento pesado para qualquer família. Uma comunidade pequena encarou esse desafio construindo os túneis das Ilhas Faroe escavados direto na rocha profunda. Esse projeto corajoso conectou vilas inteiras e criou caminhos incríveis no fundo do oceano.
Como uma população pequena encarou o Atlântico com os túneis das Ilhas Faroe
Na prática, viver em ilhas distantes no meio do oceano Atlântico exige soluções definitivas de transporte terrestre. As pessoas enfrentavam horas de espera em balsas lentas e enfrentavam cancelamentos constantes devido ao mar agitado. O governo local percebeu que precisava de rotas fixas para integrar a população com segurança e rapidez.
O arquipélago conta com pouco mais de 55 mil habitantes espalhados por dezoito ilhas vulcânicas acidentadas. As tempestades rigorosas do inverno deixavam comunidades inteiras sem suprimentos e sem atendimento médico urgente. Com a criação das galerias subterrâneas, a rotina dos moradores mudou radicalmente para melhor.

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Qual foi a obra que criou a famosa rotatória no fundo do mar
A engenharia usada nessas escavações impressiona até os especialistas mais experientes do setor rodoviário mundial. A construção da galeria de Eysturoyartunnilin criou a primeira rotatória subterrânea do mundo a 72 metros abaixo do mar. Essa estrutura virou uma grande atração turística por contar com iluminação azul e esculturas do artista Tróndur Patursson.
Além disso, essa rota encurtou distâncias enormes entre a capital Tórshavn e as cidades do norte. A viagem de carro que antes levava mais de uma hora passou a ser feita em apenas 16 minutos. A infraestrutura rodoviária do país se dividiu em quatro pontos principais:
- Vágatunnilin: entregue no ano de 2002 com 4,9 quilômetros ligando ao aeroporto principal.
- Norðoyatunnilin: aberto em 2006 com 6,2 quilômetros conectando as ilhas do norte.
- Eysturoyartunnilin: finalizado em 2020 com 11,2 quilômetros e a famosa rotatória marinha.
- Sandoyartunnilin: inaugurado em dezembro de 2023 com 10,8 quilômetros de extensão total.
Como as obras subterrâneas foram construídas abaixo do oceano
A escavação em basalto vulcânico exigiu o uso de máquinas perfuratrizes pesadas com tecnologia escandinava. Os engenheiros usaram explosões controladas a cada poucos metros para abrir caminho em meio à rocha sólida. Cada metro percorrido recebia uma camada espessa de concreto projetado para conter a pressão da água do mar.
O detalhe é que o terreno precisou ser selado com resinas especiais para conter infiltrações salgadas constantes. Equipes de operários trabalharam em turnos ininterruptos durante anos para garantir o prazo das entregas. Todo o material retirado do fundo do oceano foi reaproveitado na construção de novos portos e áreas industriais nas ilhas.
Se você gosta de curiosidades, separamos esse vídeo do canal Travel w Jas mostrando os túneis:
Por que os túneis das Ilhas Faroe mudaram a rotina dos moradores
O impacto no cotidiano das famílias locais foi imediato, facilitando a locomoção entre diferentes regiões do arquipélago. Hoje em dia, mais de 90% da população consegue transitar por estradas sem depender de barcos ou embarcações. Quem mora em vilas distantes consegue trabalhar na capital e retornar para casa no fim da tarde facilmente.
Na verdade, os jovens ganharam acesso direto a universidades, centros culturais e estruturas esportivas da região central. O comércio de produtos frescos também evoluiu porque os caminhões de entrega chegam aos mercados sem sofrer atrasos. Esse modelo acabou com a sensação de isolamento que durava séculos entre os ilhéus.
Quanto custou e como funcionou essa engenharia impressionante
Perfurar dezenas de quilômetros sob o leito oceânico exigiu investimentos astronômicos de centenas de milhões de euros. A maior parte das obras foi financiada por empresas estatais criadas especialmente para administrar essas vias. O modelo de negócios foi projetado para se pagar totalmente através da cobrança de pedágios automáticos ao longo dos anos.
A grande sacada é a tecnologia empregada no controle do tráfego para evitar acidentes graves nos trechos profundos. Câmeras inteligentes monitoram a velocidade dos veículos e identificam fumaça ou paradas não programadas em segundos. Os sistemas vitais de segurança operam assim:
Dicas práticas para ver de perto os túneis das Ilhas Faroe
Para conhecer essa rede subterrânea impressionante, a melhor opção é alugar um carro logo na chegada ao aeroporto. As estradas são bem sinalizadas e o trânsito flui sem travamentos durante todo o dia.
Lembre-se de cadastrar a placa do veículo nos portais online para pagar as tarifas de pedágio sem complicação. Essa viagem revela paisagens incríveis acima da superfície e uma obra extraordinária escondida no fundo do oceano.




