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Início Bem-Estar

O perigo invisível do sedentarismo vai além da preguiça; entenda

Por Maura Pereira
09/06/2025
Em Bem-Estar, saúde
A regra 20-20-20 que ajuda a proteger os olhos de quem vive em frente às telas

Psicologicamente, o ato de visualizar sem responder pode gerar ansiedade, mas também pode indicar necessidade de espaço. // Créditos: depositphotos.com / chika_milan

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O sedentarismo é reconhecido como um dos principais desafios de saúde pública no século XXI. Caracterizado pela ausência ou baixa frequência de atividades físicas, esse comportamento tem impacto direto no bem-estar físico e mental da população. A rotina moderna, marcada por longos períodos em frente a telas e deslocamentos motorizados, contribui para o aumento do número de pessoas consideradas sedentárias.

De acordo com critérios atuais, um indivíduo é classificado como sedentário quando seu gasto calórico semanal não ultrapassa 2.200 calorias por meio de exercícios físicos. Essa condição não se limita apenas à falta de prática esportiva, mas inclui também a redução de movimentos cotidianos, como caminhar ou subir escadas. O sedentarismo pode afetar pessoas de todas as idades, sendo especialmente preocupante entre jovens e adultos.

Quais são os efeitos do sedentarismo na saúde?

O sedentarismo está associado a uma série de consequências negativas para o organismo. Entre os principais efeitos, destacam-se o aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e até alguns tipos de câncer. Além disso, a falta de atividade física pode comprometer a saúde mental, favorecendo quadros de ansiedade e depressão.

Outro ponto relevante é o impacto sobre a capacidade respiratória. Pessoas sedentárias tendem a apresentar músculos respiratórios menos desenvolvidos, o que pode resultar em sensação de falta de ar mesmo durante atividades leves. O corpo, ao não ser estimulado regularmente, perde parte de sua eficiência na utilização do oxigênio, prejudicando o desempenho em tarefas simples do dia a dia. Estudos recentes em países como os Estados Unidos e Brasil também associam o sedentarismo ao aumento de distúrbios do sono e à piora de quadros inflamatórios crônicos.

Por que tantos jovens estão infelizes? Cientistas explicam!
Jovem triste no celular// Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

Sedentarismo causa falta de ar?

A relação entre sedentarismo e falta de ar é frequentemente observada em ambientes clínicos. Quando o indivíduo não realiza exercícios com regularidade, ocorre uma diminuição da força dos músculos envolvidos na respiração. Isso faz com que, ao realizar esforços como subir escadas ou caminhar por curtas distâncias, surja a sensação de cansaço e dificuldade para respirar.

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Em situações mais avançadas, a falta de ar pode aparecer até mesmo durante atividades rotineiras, como tomar banho ou conversar. Caso esse sintoma venha acompanhado de sinais como dor no peito, sudorese intensa ou palpitações, é fundamental buscar avaliação médica para descartar outras condições, como problemas cardíacos ou pulmonares. É importante ressaltar que, segundo a Organização Mundial da Saúde, a inclusão de pequenas atividades físicas diárias pode melhorar significativamente a função respiratória de pessoas sedentárias.

Como combater o sedentarismo no dia a dia?

Adotar hábitos mais ativos é uma das principais estratégias para prevenir os efeitos do sedentarismo. Pequenas mudanças na rotina podem trazer benefícios significativos para a saúde. Entre as recomendações mais comuns estão:

  • Optar por escadas em vez de elevadores;
  • Realizar caminhadas diárias, mesmo que em trajetos curtos;
  • Praticar alongamentos regularmente;
  • Participar de atividades em grupo, como aulas de dança ou esportes coletivos;
  • Estabelecer pausas para movimentação durante o expediente de trabalho.

Além dessas ações, a orientação de profissionais de saúde pode ser útil para definir um plano de exercícios adequado às necessidades individuais. O acompanhamento especializado é importante, principalmente para quem apresenta sintomas como falta de ar ou possui histórico de doenças crônicas. Organizações como a Sociedade Brasileira de Cardiologia têm promovido campanhas nacionais para incentivar hábitos mais ativos entre diferentes faixas etárias.

Qual é o cenário do sedentarismo no Brasil e no mundo?

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde indicam que o Brasil permanece entre os países com maior índice de inatividade física na América Latina. Em 2025, estima-se que cerca de 47% da população brasileira adulta não atinge os níveis mínimos recomendados de atividade física semanal. Entre os jovens, esse percentual é ainda mais elevado, chegando a 84%.

No contexto global, a inatividade física representa um desafio econômico e social. Estimativas apontam que o sedentarismo é responsável por milhões de mortes evitáveis a cada ano e gera custos significativos para os sistemas de saúde. O incentivo à prática regular de exercícios é considerado uma das principais estratégias para reverter esse quadro. Por exemplo, eventos como o Dia Mundial da Atividade Física, celebrado anualmente, buscam aumentar a conscientização sobre a importância do movimento.

Enfrentar o sedentarismo exige mudanças de comportamento e conscientização sobre a importância da atividade física. Com pequenas adaptações na rotina, é possível melhorar a qualidade de vida e reduzir os riscos associados à falta de movimento. A busca por uma vida mais ativa contribui não apenas para a saúde individual, mas também para o bem-estar coletivo.

Tags: perigopreguiçasedentarismo
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