Mascar chiclete durante a caminhada parece um hábito banal, mas pesquisadores japoneses descobriram que ele altera respostas físicas e fisiológicas mensuráveis. O efeito é real, tem base em estudo controlado e é mais evidente em pessoas acima de 40 anos.
O que o estudo científico realmente mostrou?
Uma pesquisa publicada no Journal of Exercise Science & Fitness acompanhou 50 voluntários entre 22 e 69 anos em dois cenários. No primeiro, eles caminharam por 15 minutos mascando duas pastilhas de chiclete. No segundo, caminharam ingerindo os mesmos ingredientes em forma de tablete, sem a base de borracha da goma.
O grupo que mascou chiclete registrou maior distância percorrida, mais passos, velocidade superior, frequência cardíaca mais alta e gasto energético significativamente maior. A diferença não foi marginal: os dados foram publicados com significância estatística confirmada.

Por que a mastigação afeta o desempenho físico?
A mastigação ativa o sistema nervoso simpático, que eleva a frequência cardíaca e mobiliza mais energia para os músculos. Esse mecanismo explica o aumento do ritmo e do gasto calórico observados no estudo.
O movimento rítmico dos músculos da mandíbula também sincroniza com o ritmo da passada. Pesquisadores acreditam que essa sincronia contribui para manter o passo mais constante e acelerado durante toda a caminhada.
Quem se beneficia mais desse efeito?
Os resultados foram especialmente expressivos em participantes com 40 anos ou mais. Nesse grupo, além da frequência cardíaca e do gasto calórico, a distância percorrida e o comprimento da passada também aumentaram de forma estatisticamente relevante.
Em adultos mais jovens, o efeito existiu, mas foi menos pronunciado. Uma hipótese dos pesquisadores é que pessoas mais velhas respondem com maior sensibilidade à estimulação simpática gerada pela mastigação.
Quem busca entender o impacto de pequenos hábitos, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Dra. Bruna Scalco, que conta com mais de 12 mil visualizações, onde Dra. Bruna Scalco mostra os efeitos de mascar chiclete no processo digestivo e na saciedade:
Que tipo de chiclete foi usado no estudo?
O estudo utilizou pastilhas com 1,5 g e 3 kcal cada, em quantidade de duas unidades por sessão. O ponto central não era o sabor ou a marca, mas a presença da base de borracha, que é o que gera o movimento mastigatório contínuo.
Esses foram os indicadores monitorados durante os 15 minutos de caminhada:
- Distância percorrida e contagem de passos
- Velocidade de caminhada e comprimento da passada
- Frequência cardíaca durante o exercício
- Gasto energético total e taxa de troca respiratória
Vale a pena adotar o chiclete como parte da caminhada?
O efeito documentado é modesto em termos absolutos, mas consistente. Para quem caminha regularmente como estratégia de saúde cardiovascular ou controle de peso, um incremento real no gasto calórico sem aumentar o tempo de exercício tem valor prático.
O hábito de mascar chiclete sem açúcar enquanto caminha é barato, acessível e sem contraindicações conhecidas para pessoas saudáveis. O estudo não substitui orientação médica para condições específicas, mas aponta um comportamento simples que pode tornar cada caminhada ligeiramente mais eficiente.










