Entre os diversos nutrientes essenciais ao organismo, a vitamina D se destaca por sua relação direta com a saúde óssea, com o sistema imunológico e com diversas funções metabólicas. Embora a exposição ao sol seja uma fonte conhecida desse nutriente, muitas pessoas dependem principalmente da alimentação e de alimentos fortificados para atingir a ingestão adequada diária, o que torna importante entender quais são as melhores fontes, como usá-las na rotina e quando considerar a suplementação orientada.
O que é vitamina D e por que ela é importante para o organismo
A vitamina D é um nutriente lipossolúvel que participa da absorção de cálcio e fósforo, ajudando a manter ossos e dentes estruturados. Pesquisas apontam relação entre níveis adequados de vitamina D e o bom funcionamento do sistema imune, da musculatura e de processos cognitivos, além de possível impacto na redução do risco de fraturas.
Diferentemente de outras vitaminas, o organismo consegue produzi-la quando a pele é exposta à radiação ultravioleta B (UVB), mas essa síntese varia conforme horário, estação do ano, uso de protetor solar, cor da pele e tempo de exposição. Por conta dessa variabilidade, muitas pessoas não atingem níveis adequados apenas com sol, e o aporte alimentar e, em alguns casos, a suplementação médica tornam-se fundamentais.
Quais são as principais fontes alimentares de vitamina D
Quando se fala em alimentos ricos em vitamina D, o leite fortificado costuma ser lembrado, embora o leite em sua forma natural contenha apenas pequenas quantidades dessa vitamina. Em muitos países, o leite de vaca é enriquecido para contribuir com a ingestão diária, fornecendo uma parcela do valor recomendado em uma única xícara.
Peixes gordurosos como truta, salmão e sardinha estão entre as fontes mais densas de vitamina D. Uma porção moderada de truta cozida pode cobrir grande parte das necessidades diárias, ao mesmo tempo em que oferece proteínas, ácidos graxos ômega-3, selênio, vitamina B12 e zinco. O óleo de fígado de bacalhau também se destaca por fornecer doses expressivas do nutriente em pequenas quantidades.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da Dra. Raymara Lima, publicado em seu perfil @draraymaralima que conta com mais de 94 mil seguidores em todas as redes sociais falando de saúde e bem-estar:
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Como obter vitamina D em dietas vegetarianas e no dia a dia
Para quem segue alimentação vegetariana ou vegana, garantir vitamina D na dieta pode ser um desafio maior, já que as fontes naturais mais ricas costumam ser de origem animal. Nesse contexto, os cogumelos expostos à luz UV ganham espaço, pois espécies como o Agaricus bisporus aumentam significativamente o teor de vitamina D quando submetidas à radiação ultravioleta.
As bebidas vegetais fortificadas, como leites de coco, soja, aveia ou amêndoas, desempenham papel importante, muitas vezes com teores que superam os do leite de vaca enriquecido. Entre as bebidas não lácteas, o suco de laranja fortificado aparece como escolha comum, contribuindo com vitamina D, vitamina C e, em muitos casos, cálcio adicionado, o que é útil para quem consome pouco peixe ou laticínios.
Como organizar o consumo diário de vitamina D na prática
Na rotina alimentar, é possível montar combinações que favoreçam o consumo de vitamina D ao longo do dia, considerando tanto alimentos naturais quanto produtos enriquecidos. Essas escolhas podem ser ajustadas conforme hábitos, necessidades individuais e orientação profissional, integrando também a exposição solar segura quando possível.
- Café da manhã com leite ou bebida vegetal fortificada, acompanhado de pão ou cereal; em alguns casos, inclusão de suco de laranja enriquecido.
- Almoço ou jantar com porção de peixe gorduroso, como salmão, truta ou sardinha, preparado assado, grelhado ou cozido.
- Lanches que incluam cogumelos preparados em refogados, saladas ou recheios, especialmente quando expostos à luz UV.
- Uso eventual de óleo de fígado de bacalhau ou suplemento específico, sempre seguindo orientação profissional.

Para organizar melhor as escolhas, algumas pessoas preferem pensar em passos simples. Essa abordagem ajuda a acompanhar o consumo, cruzar informações de rótulos e identificar se apenas a alimentação é suficiente ou se há necessidade de apoio extra.
- Verificar no rótulo se o alimento é fortificado com vitamina D e qual o percentual do Valor Diário (%VD) por porção.
- Incluir, sempre que possível, uma fonte de vitamina D em pelo menos uma refeição principal.
- Considerar a combinação com alimentos ricos em cálcio, já que ambos atuam juntos na saúde óssea.
- Avaliar, com apoio profissional, se há necessidade de suplementação de vitamina D, especialmente em casos de baixa exposição solar ou exames com níveis abaixo do recomendado.








