Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

O piso tátil instalado de forma irregular em uma obra comercial de Macapá, que deixou pilastras no passeio, levou a prefeitura a notificar o empreendimento por risco aos pedestres

Por Patrick Silva
20/08/2026
Em Notícias
O piso tátil instalado de forma irregular em uma obra comercial de Macapá, que deixou pilastras no passeio, levou a prefeitura a notificar o empreendimento por risco aos pedestres

Piso tátil instalado de forma irregular deixou obstáculos no passeio e motivou fiscalização em obra comercial. - imagem ilustrativa

Um comerciante construiu o passeio público de sua nova loja com piso tátil irregular, colocando as faixas amarelas diretamente contra pilastras de concreto. A obra ficava em uma avenida de Macapá e prometia atrair muitos pedestres para a inauguração. A prefeitura interrompeu tudo por ausência de alvará. A história de Roberto é fictícia, mas ilustra por que o Brasil pune adaptações que colocam vidas em risco.

Como surgiu o projeto comercial de Roberto?

Roberto era um empreendedor muito entusiasmado que economizou durante anos a fio para abrir sua própria loja na movimentada Avenida Mendonça Furtado. Ele desejava inaugurar o mais rápido possível e decidiu agilizar o trabalho por conta própria, contratando pedreiros locais para levantar a estrutura.

A intenção dele era oferecer um ótimo conforto e acessibilidade na entrada do negócio, comprando as placas amarelas de borracha para guiar o público. O rapaz acreditava firmemente que bastava colar o material texturizado no chão para cumprir seu dever cívico de forma rápida e muito econômica, dispensando qualquer projeto técnico caro.

O piso tátil instalado de forma irregular em uma obra comercial de Macapá, que deixou pilastras no passeio, levou a prefeitura a notificar o empreendimento por risco aos pedestres
Piso tátil instalado de forma irregular deixou obstáculos no passeio e motivou fiscalização em obra comercial. – imagem ilustrativa

O que aconteceu quando a fiscalização chegou?

O ritmo acelerado dos pedreiros foi interrompido abruptamente por fiscais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. A equipe técnica analisou a frente da loja e identificou um cenário extremamente perigoso para qualquer pedestre que caminhasse com deficiência visual pelo bairro comercial.

O famoso caminho guiado levava as pessoas diretamente para um violento choque contra enormes pilastras de concreto cravadas no meio do passeio público. Além do traçado absurdo, os fiscais constataram a falta de alvará de construção, notificando o proprietário para paralisar e adequar toda a estrutura imediatamente.

O piso tátil instalado de forma irregular em uma obra comercial de Macapá, que deixou pilastras no passeio, levou a prefeitura a notificar o empreendimento por risco aos pedestres
Piso tátil instalado de forma irregular deixou obstáculos no passeio e motivou fiscalização em obra comercial. – imagem ilustrativa

Mas afinal, o que a lei diz sobre obras em calçadas?

E se a colagem das borrachas amarelas parecia uma boa ação espontânea, a legislação nacional exige um rigor técnico cirúrgico. No Brasil, o passeio público não é uma extensão privada da loja, mas um bem coletivo regido pela Lei 10.098/2000, que estabelece normas gerais inflexíveis para a inclusão espacial.

Leia Também

Morador constrói rampa para garagem invadindo 90 cm do passeio público e provoca acidente de uma cadeirante

Morador constrói rampa para garagem invadindo 90 cm do passeio público e provoca acidente de uma cadeirante

19/08/2026
Morador instala ar-condicionado com dreno voltado para a calçada, despejando água sobre pedestres que passam pelo local; a prefeitura notifica o proprietário para alterar a saída por risco de quedas

Morador instala ar-condicionado com dreno voltado para a calçada, despejando água sobre pedestres que passam pelo local; a prefeitura notifica o proprietário para alterar a saída por risco de quedas

19/08/2026
Proprietário descarta 4 toneladas de restos de demolição direto no passeio público em vez de contratar caçamba credenciada, forçando pedestres a transitar pela via dos carros; a fiscalização urbana aplica o Código de Posturas e exige a remoção imediata do entulho

Proprietário descarta 4 toneladas de restos de demolição direto no passeio público em vez de contratar caçamba credenciada, forçando pedestres a transitar pela via dos carros; a fiscalização urbana aplica o Código de Posturas e exige a remoção imediata do entulho

16/08/2026
Morador instala portão eletrônico basculante que avança 1,10 m sobre a calçada ao abrir, atinge o para-choque de um carro parado na rua e gera R$ 3.100 de prejuízo; vítima aciona o Juizado Especial Cível e obtém ressarcimento integral do conserto

Morador instala portão eletrônico basculante que avança 1,10 m sobre a calçada ao abrir, atinge o para-choque de um carro parado na rua e gera R$ 3.100 de prejuízo; vítima aciona o Juizado Especial Cível e obtém ressarcimento integral do conserto

15/08/2026

Iniciar qualquer modificação urbana sem autorização prévia já torna a obra irregular, mas criar uma armadilha para cegos fere frontalmente o Estatuto da Pessoa com Deficiência. O sagrado direito de ir e vir exige rotas contínuas e totalmente livres de qualquer obstáculo físico, degrau ou coluna que ameace a segurança.

Leia também: Em trabalho de parto, uma gestante ouviu que o bebê estava em sofrimento fetal e pegou uma ambulância para outro hospital; a indenização caiu de R$ 100 mil para R$ 20 mil porque urgência gestacional era cobertura obrigatória

Quais são as exigências para o passeio público acessível?

Essas rígidas diretrizes arquitetônicas não existem para punir pequenos comerciantes ou para atrasar reformas locais. Elas existem porque um poste, viga ou caçamba esquecida no meio do trajeto pode causar traumatismos cranianos graves em quem confia de forma absoluta na sinalização tátil instalada no piso.

Para evitar acidentes terríveis e notificações pesadas da gestão urbana, os requisitos técnicos para a construção de uma calçada perfeita e inclusiva são os seguintes:

🚶
Faixa livre
Manter um corredor totalmente desimpedido de elementos físicos para a circulação segura, plana e contínua.
🦯
Sinalização tátil
Instalar os blocos de alerta e direção, respeitando as distâncias da norma técnica, sem guiar a pessoa para colisões.
📋
Autorização prévia
Obter o alvará municipal aprovando a planta antes de assentar o primeiro saco de cimento no chão.

O que muda quando comparamos a calçada de Roberto com o caminho legal?

A imensa diferença entre a construção precipitada de Roberto e uma calçada comercial perfeitamente legalizada não está na vontade de incluir os clientes, mas no perigoso descuido com as diretrizes básicas de engenharia viária.

A comparação entre a armadilha acidental que o comerciante montou e o que a legislação brasileira efetivamente exige fica clara na tabela:

EtapaO que Roberto fezO que a lei exige
Autorização O projetoIniciou a obra sem alvaráPlanta aprovada na prefeitura
Piso A instalaçãoColou as faixas sem critérioSeguir os recuos do manual técnico
Trajeto A rotaGuiou direto para pilastrasGarantir faixa totalmente livre
Postura A gestãoSofreu embargo na frente da lojaConstruir de forma segura e ética

O que se aprende com a história de Roberto?

A história de Roberto é fictícia, mas a instalação de armadilhas disfarçadas de inclusão ocorre em milhares de calçadas pelo país. A forte vontade de inaugurar o negócio dele rapidamente não era o problema inicial. O erro inaceitável foi do empreendedor, que operou obras sem supervisão oficial e instalou sinalizações às cegas, transformando um importante mecanismo de acessibilidade em um bloqueio de alto risco.

Quem realmente quer construir ou reformar calçadas comerciais precisa seguir esse roteiro: contratar um profissional habilitado, solicitar a licença formal de construção no município, alinhar as réguas de direção apenas nas rotas seguras e garantir que a soleira e as colunas da loja jamais invadam o espaço público de passagem. É muito mais burocrático do que simplesmente jogar argamassa na porta de casa. Mas é o que previne multas amargas e respeita integralmente a integridade física da vizinhança.

Tags: acessibilidadealvará de construçãocalçadaMacapá
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados