O porcelanato marmorizado em grande formato virou o material mais pedido em projetos residenciais de médio e alto padrão em 2025 e 2026. A razão não é só estética: a tecnologia por trás dessas peças mudou tanto que arquitetos passaram a preferir o substituto ao original.
O que torna o porcelanato marmorizado tecnicamente superior ao mármore natural?
O porcelanato é classificado pela norma ISO 13006/NBR13818 como material prensado com absorção de água igual ou inferior a 0,5%. O mármore natural, por ser uma pedra calcária metamórfica, é poroso e absorve líquidos com facilidade, exigindo selagem periódica.
A resistência mecânica também joga a favor do porcelanato. Queimado a temperaturas acima de 1.200°C, o material resulta numa massa compacta e homogênea que suporta impactos e variação de temperatura de forma consistente, o que o mármore não consegue garantir.

Como a impressão digital inkjet reproduz as veias do mármore com precisão?
A tecnologia de impressão digital com resolução acima de 400 dpi permite replicar veias, variações tonais e microtexturas com um nível de detalhe que, a primeira vista, torna difícil distinguir o porcelanato da pedra natural. Cada peça pode ter variações diferentes, simulando a aleatoriedade do material orgânico.
Por que os formatos 90×90 e 120×120 cm fazem diferença no resultado final?
Menos rejunte significa superfície visualmente mais contínua e limpeza mais fácil. Nos formatos 90×90 cm e 120×120 cm, o número de juntas cai drasticamente em relação aos formatos convencionais de 60×60 cm, criando o efeito de piso sem interrupção que caracteriza projetos contemporâneos.
O resultado lembra o de uma laje de pedra natural, sem os custos e os riscos logísticos que uma peça de mármore desse tamanho implicaria. A instalação exige argamassa específica para grandes formatos e base rigorosamente nivelada, mas o acabamento compensa a exigência técnica.
Qual acabamento escolher para piso e para parede?
A escolha do acabamento tem impacto direto na segurança e na estética. Arquitetos indicam o acabamento acetinado para pisos porque oferece menos reflexo e reduz o risco de escorregamento em ambientes molhados, como banheiros e cozinhas.
Para paredes, o acabamento polido é o mais indicado porque o reflexo amplifica a luminosidade do ambiente e valoriza os veios impressos na peça. Veja as principais situações de uso e o acabamento mais adequado para cada uma:
Cada acabamento tem um desempenho específico conforme o ambiente:
- Piso de sala de estar: acetinado, com veios em bege quente ou off-white para ampliar visualmente o espaço
- Piso de banheiro: acetinado ou natural, com microtextura antiderrapante embutida nas versões técnicas
- Parede de destaque (accent wall): polido, preferencialmente em veios de verde, azul ou preto para contraste
- Bancada de banheiro ou cozinha: polido, pela facilidade de limpeza e pelo efeito visual mais luxuoso
- Hall de entrada: polido no piso apenas em áreas sem trânsito frequente com calçado úmido
Quais marcas lideram os lançamentos de porcelanato marmorizado no Brasil?
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de revestimentos cerâmicos, com mais de 137 marcas ativas, segundo a ANFACER. Dentro desse mercado, algumas marcas concentram os projetos de alto padrão com marmorizados em grande formato.
A Portobello lidera em design e tem as linhas mais procuradas para projetos que imitam o Calacata e o Statuario. A Eliane atende do intermediário ao sofisticado com mais de 280 linhas, enquanto Ceusa e Villagres completam o portfólio com coleções específicas em formatos 90×90 e 60×120 cm, com preços que variam de R$ 80 a R$ 300 por m² nas linhas premium.
Quem busca o revestimento perfeito para reformar, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Leroy Merlin Brasil, que conta com mais de 16 mil visualizações, onde Letícia Andreia mostra as principais tendências e aplicações de porcelanatos:
O porcelanato marmorizado tem algum ponto fraco que o projeto precisa considerar?
A superfície polida pode riscar com o tempo em áreas de circulação intensa, e manchas de substâncias como café ou azeite precisam ser removidas rapidamente para não penetrar no esmalte. Esses cuidados são bem menores do que os que o mármore natural exige, mas existem.
O custo de instalação também merece atenção: grandes formatos exigem mão de obra especializada, argamassa adequada e base com nivelamento rigoroso, o que eleva o valor final da obra. Mesmo assim, o saldo entre durabilidade, ausência de selagem periódica e visual sofisticado continua sendo o principal argumento que faz arquitetos e clientes convergirem para o porcelanato marmorizado como escolha definitiva.










