A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem desempenhado um papel crucial na garantia da segurança dos produtos cosméticos no Brasil. Recentemente, a Anvisa determinou a proibição e o recolhimento de duas marcas de cosméticos que apresentaram irregularidades sanitárias significativas. Essa determinação, divulgada em 8 de janeiro de 2025, afeta todos os lotes dos produtos envolvidos, impactando sua comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso em todo o país.
Um dos produtos em questão é o Sérum Facial Uniformizador Txa, da marca Adah Beauty, fabricado pela empresa HF Indústria e Comércio de Cosméticos. De acordo com a Anvisa, o produto foi classificado de maneira incorreta, pois incluía uma indicação terapêutica. Tais alegações são restritas a medicamentos, que exigem comprovação científica e registro específico. Essa prática viola as normativas sanitárias, já que cosméticos não devem fazer promessas além da função estética reconhecida.
Quais as irregularidades em produtos capilares?
Além do sérum facial, a fiscalização da Anvisa alcançou a RS de Vargas Cosméticos, outra empresa envolvida na comercialização de produtos irregulares. A empresa teve quatro linhas de produtos proibidas devido à falta de registro sanitário. Sem essa autorização prévia, os itens não podem ser comercializados ou divulgados. A ausência de registro levanta preocupações sobre a segurança e a eficácia desses produtos.
Entre os produtos que a Anvisa ordenou recolher estão o realinhador capilar Realinhamento dos Fios Maxx Liss e o Realinhamento dos Fios Perfecta Liss, ambos da marca Legemaxx Professional. Além disso, o Power Whey da marca Helen Zamprogno Beauty Hair e o Retexturizador Capilar Biotina Supreme Evolution, da Eliete Vacari Cosméticos Profissionais, também foram afetados. A ausência de regularização destes produtos ilustra um importante descuido com as normas vigentes.

Qual a Importância da Regularização dos Cosméticos?
Os cosméticos devem seguir regulamentações rigorosas antes de serem disponibilizados aos consumidores. Esses regulamentos incluem normas específicas sobre segurança, rotulagem e regularização. Produtos que não atendem a essas exigências podem representar riscos significativos à saúde dos consumidores. A propagação de promessas que extrapolam a função estética, sem evidências científicas, é particularmente perigosa, pois projetos mal classificados podem enganar consumidores e causar efeitos adversos inesperados.
A segurança dos consumidores é uma prioridade contínua da Anvisa, que reforça a necessidade de cumprimento das normas regulatórias pelos fabricantes de cosméticos. As ações recentes servem como um lembrete importante de que produtos no setor de beleza e cuidados pessoais não são exceções às exigências de qualidade e segurança. A fiscalização constante assegura que os consumidores possam confiar nos produtos que compram, protegendo a saúde e o bem-estar de todos.
O Que Podemos Esperar do Futuro?
Com o aumento da conscientização sobre os perigos de produtos não regulamentados, há uma expectativa de que as empresas do setor intensifiquem seus esforços para garantir a conformidade com as normas estabelecidas. Isso não apenas garante a segurança dos consumidores, mas também melhora a confiança nas marcas. A tendência de uma fiscalização mais rigorosa por parte da Anvisa reflete um compromisso contínuo com a saúde pública e um mercado cosmético mais seguro e responsável.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










